Vandilson (Vinicius Teixeira) e Lucélia (Daphne Bozaski). Foto: Fabio Rocha/TV Globo
Vandilson (Vinicius Teixeira) e Lucélia (Daphne Bozaski). Foto: Fabio Rocha/TV Globo

A ambição de Vandílson vai empurrar 'Três Graças' para uma nova frente de conflito nas próximas semanas. Depois de deixar claro que não aceita mais viver à sombra de Bagdá (Xamã) na Chacrinha, o criminoso agora passa a mirar o topo da hierarquia do tráfico, disposto a avançar sobre o território do próprio chefe.

É esse impulso que ajuda a explicar por que o personagem de Vinicius Teixeira se transformou em um dos assuntos mais barulhentos da novela nas redes sociais. Basta a cena ir ao ar para o nome de Vandílson reaparecer entre os temas mais comentados, impulsionado pelo apelido de Bandivo, pela tensão constante e por uma presença que mistura ameaça, carisma e imprevisibilidade.

Para Vinicius, o impacto do papel coincide com uma fase de descoberta. Vindo do teatro e do cinema, o ator faz em 'Três Graças' sua primeira novela e define a experiência como um processo de expansão profissional, marcado por outra cadência de trabalho e por ferramentas novas de interpretação.

Esse envolvimento também passa pelo texto. Vinicius afirma que acompanha com entusiasmo os capítulos assinados por Aguinaldo Silva, Virgilio Silva e Zé Dassilva, e trata a construção dos personagens como um dos motores da obra. Segundo ele, os blocos chegam com tanta força dramática que a leitura vira quase um vício.

O retorno fora da internet também pesa nessa sensação de auge. O ator relata que tem aproveitado a resposta do público nas ruas, o entusiasmo da família e a convivência com o elenco, cenário que, para ele, ajuda a transformar a atual fase em uma das mais felizes de sua vida.

Nem por isso Vinicius romantiza a profissão. Ele ressalta que a carreira de ator costuma ser instável, exige entrega intensa e nem sempre devolve reconhecimento artístico e financeiro na mesma medida. Por isso, vê o momento atual como algo raro: uma etapa em que trabalho, vida pessoal e remuneração caminham em sintonia.

Na ficção, porém, a harmonia passa longe. O elo entre Vandílson e Bagdá tem componente afetivo, quase de pai e filho, mas foi moldado pela violência. Na leitura do ator, os dois cresceram em um ambiente que ensinou a brutalidade como linguagem de poder, o que contamina tanto os vínculos pessoais quanto a lógica profissional dentro da comunidade.

É desse ambiente que nasce a rebelião do comparsa. Vandílson entende que seguirá colecionando humilhações enquanto permanecer abaixo de Bagdá na estrutura do tráfico. Como sua ambição fala mais alto, ele passa a observar o momento certo para agir e promete colocar mais lenha em uma disputa que tende a ganhar peso no desfecho da novela.

Exibida de segunda-feira a sábado, depois do 'Jornal Nacional', 'Três Graças' registra média de 22,9 pontos na Grande São Paulo e tem encerramento previsto para 15 de maio. Na sequência, a faixa das nove receberá 'Quem Ama, Cuida', novela assinada por Walcyr Carrasco e Claudia Souto.