O Multishow se prepara para se despedir de uma de suas produções mais emblemáticas. Após 14 temporadas, o “Vai que Cola” chega ao fim em 2025, encerrando um ciclo de sucesso que marcou o humor brasileiro na TV por assinatura. O último episódio foi gravado na semana passada e reuniu boa parte do elenco que ajudou a construir a trajetória da série.

Entre os nomes presentes estavam Samantha Schmütz, Catarina Abdalla, Raphael Vianna, Luis Lobianco, Katiuscia Canoro, Pedroca Monteiro, Paulinho Serra, Marcelo Médici, Marcus Majella e Silvio Guindane, que também assina a direção geral da produção. No total, o programa somou 521 episódios ao longo de mais de uma década no ar.

Criado em 2013, o “Vai que Cola” foi responsável por redefinir o humor televisivo com um formato híbrido entre o teatro de comédia e o sitcom tradicional. Com plateia ao vivo e personagens carismáticos, o projeto rapidamente conquistou uma legião de fãs e se tornou o maior sucesso de humor da história do Multishow.

Durante as primeiras temporadas, o saudoso Paulo Gustavo (1978–2021) brilhou como um dos principais destaques do elenco. Sua presença foi essencial para consolidar o tom irreverente da produção. Ele permaneceu no programa até 2016, antes de seguir carreira solo em projetos como “Minha Mãe é uma Peça”, que o transformaram em fenômeno nacional.

Nos últimos anos, o humorístico passou por transformações criativas e enfrentou críticas sobre a repetição de roteiros e a falta de renovação nas piadas. Nos bastidores, relatos de desgaste entre parte da equipe e desafios de produção também ganharam força, contribuindo para o encerramento da atração.

Mesmo assim, “Vai que Cola” manteve uma base fiel de espectadores e segue entre os títulos mais assistidos do canal. O Multishow planeja manter as reprises da série em sua programação, sem previsão de retirada do ar, como forma de homenagear o legado do humorístico.

Produção e legado

A série é uma criação da A Fábrica, com roteiro final de Leandro Soares, Felipe Vianna e Fernando Caruso. A direção geral é de Silvio Guindane, que também integra o elenco. A produção se consolidou como um laboratório de talentos cômicos, revelando e consolidando nomes que hoje transitam entre a TV aberta, o streaming e o cinema.

Com o fim do programa, o canal já analisa novos formatos de humor para ocupar o espaço deixado pela sitcom, possivelmente a partir do próximo ano. Segundo fontes do setor, o objetivo é apostar em conteúdos autorais que mantenham a identidade popular e o estilo irreverente que fizeram do “Vai que Cola” um fenômeno duradouro.