Novo cenário do Jornal da Gazeta. Foto: Reprodução/TV Gazeta
Novo cenário do Jornal da Gazeta. Foto: Reprodução/TV Gazeta

A TV Gazeta lançou nesta segunda (2) sua nova identidade visual e reformulou a grade com sete horas de programação própria diária, das 13h às 20h. A estreia, no entanto, foi marcada por uma sequência de falhas técnicas que comprometeram a apresentação dos novos formatos ao longo de todo o bloco.

Os erros de chroma key apareceram em ao menos dois programas. O 'Jornal da Gazeta', agora ancorado por Joana Treptow, exibiu falhas visíveis no recurso durante a transmissão. O mesmo problema foi registrado no 'Gazeta Esportiva', também afetado pela inconsistência técnica na estreia da nova configuração de estúdio.

Ao lado das falhas visuais, os vazamentos de áudio se repetiram ao longo da tarde. Durante o 'Mulheres', Glória Vanique — nova apresentadora do programa — chegou a informar ao público, ao vivo, que uma voz estava vazando no estúdio, mas que a equipe estava resolvendo o problema. No 'Gazeta News', o áudio do apresentador também escapou em momento em que ele relatava, sem saber que estava sendo captado, que estava sem retorno de vídeo.

Erro no chorma key do Gazeta Esportiva. Foto: Reprodução/TV Gazeta
Erro no chorma key do Gazeta Esportiva. Foto: Reprodução/TV Gazeta

As mudanças na grade incluem dois programas reformulados. O 'Mulheres', agora mais curto, ocupa a faixa das 15h30 às 17h45 sob o novo comando de Vanique. Antes dele, às 14h, a emissora relançou o 'Fofoca Aí', conduzido por jornalistas e voltado a comentários sobre os bastidores da televisão e do meio artístico.

Do ponto de vista de audiência, o desempenho do 'Mulheres' se manteve estável em relação ao período anterior, oscilando entre 0,4 e 0,6 ponto no Ibope. Com esses números, a TV Gazeta disputou décimo a décimo a sexta colocação no ranking de emissoras com TV Cultura e TV Brasil — cenário que a reformulação da grade, ao menos na estreia, não alterou.

A quantidade de falhas técnicas registradas num único dia de lançamento expõe fragilidade operacional em momento em que a emissora precisava, sobretudo, causar boa impressão. A nova identidade visual e os formatos reformulados dependem agora de estabilização técnica para que o projeto editorial ganhe credibilidade junto ao público.