Cerca de um ano após assumir a superintendência, Juliana Algañaraz deixou o comando da TV Gazeta na quarta-feira (2). A Fundação Cásper Líbero afirma que a iniciativa foi da executiva, que teria optado pela saída para seguir novos projetos profissionais. Pessoas de dentro da emissora, porém, apresentam uma versão oposta e dizem que a mantenedora decidiu dispensá-la.
Na avaliação atribuída a uma pessoa bem posicionada, a medida teria sido motivada pela relação entre o dinheiro aplicado durante a gestão e o retorno alcançado. A emissora investiu em novos cenários e promoveu alterações na programação. Outros relatos internos também citaram falta de crescimento da audiência e do faturamento, além de redução no merchandising.
Esse diagnóstico contrasta com a percepção relatada por outra pessoa da TV Gazeta sobre os dias anteriores à mudança. Segundo ela, Juliana continuava envolvida com os projetos da casa e chegou a conversar com equipes sobre planos para 2027. A mesma pessoa afirmou que o ambiente interno permanecia tranquilo antes da saída.
Quando foi contratada, em setembro de 2025, Juliana recebeu três prioridades para sua gestão: ampliar a produção própria, desenvolver soluções voltadas a diferentes plataformas e estreitar a relação da emissora com o mercado publicitário por meio de branded content.
Antes da TV Gazeta, a executiva acumulou experiências em Endemol Shine Group, Discovery Channel, Fox e Porta dos Fundos. Em seu posicionamento oficial, a Fundação Cásper Líbero também agradeceu a contribuição de Juliana durante o período em que esteve na superintendência.
Além da troca no comando, uma produtora identificada internamente como braço direito de Juliana também foi demitida. A TV Gazeta informou que ainda não definiu quem ocupará a superintendência.
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