
O SBT decidiu mexer em um dos formatos mais tradicionais de sua grade para tentar devolver peso ao 'Troféu Imprensa'. A emissora prepara uma edição mais aberta da premiação, com dinâmica inspirada em grandes cerimônias internacionais e espaço no palco para artistas de outras redes anunciarem categorias.
Essa virada já tem data para ganhar corpo. A gravação da 56ª edição está marcada para 15 de abril, enquanto a exibição foi definida para o dia 26 do mesmo mês. O especial será usado também como tributo aos 75 anos da TV brasileira, com homenagens a profissionais, momentos marcantes e às transformações vividas pelo meio ao longo de mais de sete décadas.
No comando da cerimônia, Patricia Abravanel e Celso Portiolli permanecem confirmados. A principal novidade está fora da dupla: segundo informações do colunista Flávio Ricco, do portal Leo Dias, o SBT abriu negociações com talentos de outras emissoras para que eles subam ao palco e anunciem os vencedores de categorias da premiação, numa mudança que rompe com a tradição de manter a condução desse momento apenas com nomes da casa.
A emissora já recebeu artistas de concorrentes na plateia e em participações pontuais em outros anos, mas não costumava dividir o protagonismo da premiação dessa forma. Agora, a proposta é dar mais dinamismo à transmissão e ampliar a repercussão do evento ao distribuir entradas de palco entre nomes de diferentes segmentos da TV.
Nos bastidores, as conversas seguem em curso e envolvem não só os artistas convidados, mas também as emissoras às quais eles estão vinculados. O desenho depende de acordos delicados e interesses comerciais, e a expectativa é reunir um elenco variado o bastante para chamar a atenção de públicos que não orbitam apenas o SBT.
A aposta faz parte de uma tentativa de revitalizar um prêmio que já esteve entre os mais prestigiados da televisão brasileira e perdeu força nos últimos anos. Criado em 1958 pelo jornalista Plácido Manaia Nunes, o Troféu Imprensa nasceu de votações entre profissionais da imprensa em São Paulo; em 1970, os direitos foram cedidos a Silvio Santos, que implantou a estatueta em forma de Oscar e reformulou a premiação.
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