Edu (Tony Ramos) e Maria do Carmo (Regina Duarte). Foto: CEDOC/TV Globo
Edu (Tony Ramos) e Maria do Carmo (Regina Duarte). Foto: CEDOC/TV Globo

Às vésperas da reestreia de Rainha da Sucata no Vale a Pena Ver de Novo, Tony Ramos recordou os bastidores da novela de 1990, uma das maiores audiências da teledramaturgia da Globo. O ator, que interpretou o playboy Edu, destacou ao Extra a energia das gravações e o impacto da trama escrita por Silvio de Abreu, que retorna ao ar na próxima segunda-feira (3 de novembro).

Clássico dos anos 1990, Rainha da Sucata volta à grade da Globo no ano em que a emissora celebra seu 60º aniversário. A produção, estrelada por Regina Duarte, Glória Menezes e Tony Ramos, será reprisada no horário das tardes, substituindo Alma Gêmea no Vale a Pena Ver de Novo.

Em entrevista ao Extra, Tony Ramos afirmou ter “ótimas lembranças” do projeto: “Recordo como se fosse hoje, de começar a gravar na Avenida Paulista. Desde o princípio, eu sabia que a obra seria eletrizante. Também me lembro do encontro com colegas queridos. Foi marcante”, disse o ator.

Na trama, Edu (Tony Ramos) é um jovem da elite paulistana que, após a falência da família, aceita um casamento de conveniência com Maria do Carmo (Regina Duarte), filha de um dono de ferro-velho que enriquece e passa a ser conhecida como a “Rainha da Sucata”. A união, marcada por interesse e disputas sociais, reflete o embate entre o novo-rico e a tradicional aristocracia decadente representada por Laurinha Figueroa (Glória Menezes).

O ator também relembrou os bastidores das cenas mais intensas: “As relações do Edu com as duas eram pontos altos porque havia uma dubiedade dele com a madrasta, Laurinha. Ela era ambiciosa e via Maria do Carmo ascendendo. Essas disputas geravam belíssimas cenas”, afirmou.

Exibida originalmente em 1990, Rainha da Sucata retratou o contraste entre o luxo e o ferro-velho, misturando drama e humor sob a direção de Jorge Fernando. A novela consagrou personagens e bordões, embalados pelo sucesso da música-tema Me Chama que Eu Vou, de Sidney Magal.

A reprise promete relembrar ao público uma era marcada por figurinos extravagantes, expressões icônicas e o retrato ácido da sociedade paulistana. A história volta em versão remasterizada, reforçando o valor histórico da obra que se tornou símbolo da virada dos anos 80 para 90 na TV brasileira.