Terra Nostra. Foto: Montagem/Internet
Terra Nostra. Foto: Montagem/Internet

A Globo definiu uma estratégia cuidadosa para a reprise de "Terra Nostra", que volta ao ar na faixa Edição Especial a partir desta segunda-feira (1º). A emissora pretende enxugar a narrativa e eliminar trechos considerados lentos da versão original, medida que busca garantir dinamismo e prender a atenção do público até o último capítulo.

No jargão televisivo, a chamada “barriga” — quando a trama entra em um período de marasmo — marcou parte da exibição original de Terra Nostra, especialmente na segunda metade da trajetória de Giuliana, interpretada por Ana Paula Arósio. Em 1999, o folhetim começou com índices acima de 50 pontos de audiência, mas encerrou abaixo dos 44, reflexo da perda de ritmo narrativo.

Desta vez, segundo apurou o jornalista Gabriel Vaquer (da Folha de São Paulo), a previsão é que a novela seja condensada em pouco mais de 150 capítulos, número considerado ideal pela Globo para manter consistência dramática e preservar a fidelidade do público. Se mantido o cronograma, a obra permanecerá no ar até o primeiro trimestre de 2026.

Essa será a segunda vez que Terra Nostra retorna às tardes da emissora. Em 2004, a novela foi escalada para o Vale a Pena Ver de Novo, mas enfrentou forte rejeição. A exibição perdeu repetidamente para a reprise de "Maria do Bairro" (1995), no SBT, e acabou encurtada para apenas 106 capítulos.

Apesar das oscilações no Brasil, a obra de Benedito Ruy Barbosa consolidou-se como um dos maiores sucessos da Globo no mercado externo. Até o ano passado, Terra Nostra havia sido licenciada para mais de 95 países, incluindo Espanha, França, Itália, Israel, Colômbia e Guatemala, alcançando grande repercussão junto a públicos diversos.