Tatá Werneck. Foto: Divulgação/Globo
Tatá Werneck. Foto: Divulgação/Globo

A movimentação nos bastidores da próxima novela das 21h da TV Globo ganhou força com a possibilidade de Tatá Werneck integrar o elenco de 'Quem Ama Cuida', trama assinada por Walcyr Carrasco em parceria com Claudia Souto. A informação, divulgada inicialmente pelo jornal O Globo, reacende a expectativa em torno da produção que sucederá 'Três Graças' no horário nobre. A atriz é cotada para viver a filha de Pilar, personagem central do núcleo antagônico e conhecida por perseguir homens na tentativa de controlar relacionamentos, característica que ajuda a moldar a atmosfera psicológica da história.

O interesse na escalação de Tata ocorre num momento em que a emissora reforça nomes com forte apelo popular e experiência prévia em novelas de grande audiência. A artista já trabalhou com Carrasco em “Amor à vida” e retornou ao gênero na recente “Terra e paixão”, associação que fortalece a ideia de continuidade criativa entre autor e intérprete. Na mesma linha, Agatha Moreira é a favorita para interpretar a outra filha de Pilar, mantendo o núcleo feminino ligado ao eixo dramático de uma família sustentada pelo poder financeiro e por relações de dependência.

A vilã, interpretada por Isabel Teixeira, é apresentada como irmã ambiciosa de Artur, um rico dono de joalheria que mantém a família sob sua tutela. A caracterização reforça um padrão recorrente nas obras de Carrasco, que costuma explorar dinâmicas familiares marcadas por competição, ressentimentos e alianças instáveis. Artur, personagem oferecido a Antonio Fagundes, aparece como um patriarca cansado de bancar a irmã e o outro irmão, Ulisses, igualmente dependente. Fagundes negocia sua participação e ainda não assinou contrato, ponto que segue em definição nos bastidores.

Na primeira fase, Artur decide romper com os vínculos tóxicos que o cercam e estabelece um critério claro para o destino de sua fortuna: ela deve ir para alguém que represente honestidade e esforço. É assim que surge Adriana, interpretada por Leticia Colin, mulher humilde que trabalha para ele e se torna peça central da virada dramática. Para garantir que a herança seja destinada corretamente, o milionário combina com ela um casamento formal, protegido por um arranjo que assegura seus direitos quando a morte ocorrer.

A estratégia, porém, desencadeia o principal mistério da novela. Pouco depois da oficialização da união, Artur é assassinado de forma enigmática, e a suspeita recai imediatamente sobre Adriana. A protagonista é presa, condenada e permanece anos encarcerada enquanto luta internamente para encontrar alguma forma de provar sua inocência. Essa estrutura reforça a construção clássica de heroínas injustiçadas em narrativas de vingança, elemento recorrente no gênero.

Quando deixa a prisão, Adriana inicia um processo gradual de reconstrução da própria vida e, ao mesmo tempo, de investigação sobre quem armou sua queda. A disputa pela herança, somada ao histórico familiar conflituoso, funciona como motor de suspense para a segunda fase da trama. O enredo também envolve a mãe da mocinha, papel destinado a Isabela Garcia, que já acertou artisticamente com a emissora, mas ainda aguarda formalização contratual. O núcleo será reforçado por Sergio Guizé e Jeniffer Nascimento, ambos previstos para integrar personagens de apoio às reviravoltas da protagonista.

Como previsto no planejamento interno, a novela deve estrear em maio de 2026, reforçando a transição da dramaturgia das 21h para um período que promete ampliar disputas familiares, romance, mistério e temas contemporâneos, marca tradicional de Carrasco.