Taís Araújo foi sondada pela Globo para integrar o elenco de “A Nobreza do Amor”, próxima novela das seis, escrita por Duca Rachid, Elísio Lopes Jr. e Júlio Fischer. A informação foi divulgada pela jornalista Carla Bittencourt, do Portal Leo Dias.

Segundo a apuração, a direção de elenco chegou a oferecer a Taís o papel de uma rainha africana, personagem de destaque na trama. O convite ganhou ainda mais peso pelo fato de Lázaro Ramos, marido da atriz, já estar confirmado como o grande vilão da história. Havia, portanto, expectativa de que o casal pudesse contracenar juntos em um projeto inédito no horário das 18h.

Apesar do prestígio e da importância do papel, Taís Araújo recusou o convite. Após meses intensos de gravações como protagonista do remake de Vale Tudo, a atriz agradeceu à emissora, mas explicou que não pretende emendar dois trabalhos de longa duração.

O que já se sabe sobre “A Nobreza do Amor”

Com estreia prevista para março de 2026, a novela substituirá Êta Mundo Melhor! e promete ser uma das grandes apostas da faixa das seis. O folhetim terá alto investimento em produção e figurinos, além de locações que resgatarão referências culturais africanas.

De acordo com o jornal O Globo, Lázaro Ramos viverá Jendal, o primeiro-ministro do reino fictício de Batanga, que manipula o rei Cayman III em um plano para usurpar o trono. Cruel e ambicioso, o personagem deseja se casar à força com a princesa Alika, herdeira legítima, o que o leva a ordenar assassinatos e ameaçar a jovem.

Obrigada a fugir, a princesa viaja com a mãe, Niara, para o Brasil dos anos 1920. Refugiada na fictícia cidade de Barro Torto, no interior de Pernambuco, Alika assume a identidade de Lúcia e conhece Tonho, trabalhador rural descendente direto do lendário rei Shaka. A partir daí, a novela mistura romance, aventura e resistência.

Estilo e narrativa

Com 185 capítulos previstos, a obra mesclará melodrama, fábula e crítica social, tratando de temas como racismo, desigualdade e identidade cultural afro-brasileira.

A direção artística será de Gustavo Fernández, com Pedro Peregrino na direção geral. O time de colaboradores inclui Dora Castellar, Dione Carlos e Dimas Novais, responsáveis pela elaboração dos capítulos.

A estética da produção será inspirada no cordel nordestino e em narrativas afro-diaspóricas, em uma proposta que remete ao sucesso de Cordel Encantado (2011), mas com o protagonismo negro colocado no centro da narrativa.