Silvio de Abreu. Foto: Reprodução/Caras
Silvio de Abreu. Foto: Reprodução/Caras

Aos 82 anos, Silvio de Abreu segue como um dos nomes mais emblemáticos da teledramaturgia brasileira. Autor de sucessos como Guerra dos Sexos (1983), Cambalacho (1986), Rainha da Sucata (1990) e A Próxima Vítima (1995), ele conversou com a CARAS Brasil e fez um balanço sobre sua carreira, destacando o orgulho que sente por sua obra e refletindo sobre os caminhos que a televisão tem tomado.

"Eu sou muito metido, desculpa! Não sou nem um pouco modesto com o meu trabalho", disse, sem rodeios. "Tenho um orgulho enorme de tudo que fiz. Gosto de rever minhas novelas, não sou daquele tipo que diz: ‘Ah, já passou, não quero mais saber’. Meu passado é presente."

Para Silvio, A Próxima Vítima se mantém especialmente atual. "Não envelheceu nada", afirma, referindo-se à trama policial de 1995 como uma das mais relevantes de sua trajetória.

Ao olhar para o presente, no entanto, o autor se mostra preocupado com os rumos da teledramaturgia, especialmente em relação à audiência. Segundo ele, a semelhança nos índices entre as faixas das 19h e 21h da TV Globo é um sinal de alerta.

"É estranho você ver uma novela das sete com a mesma audiência de uma das nove. Alguma coisa está errada", avalia. "A Globo precisa rever o que está faltando nas novelas. Eles estão começando do zero, com novas diretrizes, autores, diretores… Vamos ver no que vai dar."

Mesmo à distância dos estúdios, Silvio de Abreu continua atento ao que se produz na televisão e não deixa de expressar sua visão com franqueza, reforçando a marca que deixou na história da TV brasileira.