“Bem Black” chega ao Altas Horas como uma declaração de Thiaguinho sobre memória, representatividade e autoestima. No programa deste sábado, dia 06, o cantor defende a importância de reconhecer os artistas negros que abriram caminhos e diz que esse legado precisa alcançar também crianças que desejam se ver fortes na televisão.

A inspiração do projeto vem de um período que Thiaguinho não viveu diretamente, mas escolheu recriar em sua própria linguagem musical. A proposta recupera a atmosfera dos bailes blacks das décadas de 1970, 1980 e 1990, agora incorporada ao repertório e à sonoridade do artista. O trabalho também ganha turnê por cidades brasileiras ao longo do ano.

Sandra Sá ocupa o centro afetivo da edição. Referência assumida de “Bem Black”, a cantora recebe a homenagem de Thiaguinho, que dedica a ela o programa e o álbum. No palco, os dois cantam “Olhos Coloridos” e “Retratos e Canções”, esta última apresentada dentro do projeto “Altas Vozes”, disponível com exclusividade no Globopop.

A roda de convidados amplia o tributo à música negra brasileira. Paula Lima aparece em “Na Rua, na Chuva, na Fazenda”, enquanto Walmir Borges divide com Thiaguinho a canção “Jóia Rara”. Fat Family revisita a própria história, marcada por bailes dentro de casa antes da consolidação nacional, e apresenta “Curtir Um Som”.

Outros encontros costuram memória e afeto. Gaab brinca com a proximidade entre Thiaguinho e Rodriguinho, seu pai, antes de cantar “Ponto Fraco” com o “tio”. Dodô, por sua vez, celebra a amizade com o artista, relembra bastidores e interpreta “Não Quero Dinheiro”. O Sampa Crew retoma a trajetória iniciada em 1987 e mostra “A Lua e Eu”.

Thiaguinho ainda assume momentos solo no palco, com músicas como “Primavera / Coleção” e “Falta Você”. O repertório inclui “Vencedor”, faixa escolhida pela Globo como tema da transmissão da Copa do Mundo 2026.

Apresentado por Serginho Groisman, o Altas Horas vai ao ar aos sábados, depois de “Quem Ama Cuida”. A direção geral é de Serginho Groisman e Adriano Ricco.