Rosanne Mulholland está de volta às novelas em uma interpretação que promete surpreender o público. Longe da imagem doce da Professora Helena, papel que a eternizou em Carrossel (SBT, 2012), a atriz agora vive Agripina, a poderosa imperatriz de Roma e mãe do imperador Nero, na superprodução bíblica Paulo, o Apóstolo, da Record.

Reconhecida até hoje pelo papel que marcou a infância de milhares de brasileiros, Rosanne encara com naturalidade o carinho que ainda recebe do público por Helena. No entanto, ela celebra o desafio de mostrar novas facetas como atriz:

“Acho lindo ser lembrada por um papel tão simbólico, mas também é gratificante provocar o público com personagens diferentes”, afirma.

Agripina, segundo Rosanne, é uma mulher dominada por ambição, glória e os valores belicosos de sua época. A personagem, baseada em uma figura histórica real, exigiu preparação intensa e um mergulho em um universo de poder, manipulação e violência — bem diferente do cenário escolar de sua personagem anterior.Fascínio por Roma antiga e a imersão no novo papel

Apaixonada por História desde jovem, a atriz destaca seu interesse pela cultura romana como motivação extra para interpretar Agripina:

“Roma sempre me despertou curiosidade. Era uma sociedade dura, violenta, mas fascinante. E Agripina reflete tudo isso.”

Para ela, dar vida a essa imperatriz é mais do que atuar — é uma experiência rica de aprendizado sobre poder feminino na antiguidade.

Rosanne e sua versatilidade nas telas

A trajetória da atriz mostra que ela nunca teve medo de explorar novos formatos. Após Carrossel, integrou elencos de produções da Globo como Malhação e Alto Astral, onde já ensaiava uma virada mais ousada em seu perfil artístico, inclusive interpretando uma vilã.

Ela acredita que o público atual compreende e acompanha sua evolução:

“As pessoas sentem curiosidade em me ver fora daquele papel tão doce. Isso mostra que a TV ainda tem um lugar de descoberta para o espectador.”, declarou a atriz em bate-papo com a jornalista Heloisa Tolipan.

Um mergulho na origem da fé cristã

“Paulo, o Apóstolo” aposta em uma abordagem realista e emocionante da trajetória do apóstolo, começando por sua fase mais sombria, quando perseguia cristãos, até se tornar autor de grande parte do Novo Testamento.

A narrativa traz episódios intensos da Igreja Primitiva, em meio ao domínio romano e às tensões religiosas. Os espectadores serão transportados a momentos como o martírio de Estevão, as missões evangelísticas de Paulo, suas prisões, perseguições e interações com figuras históricas que marcaram o Cristianismo.

Destaques históricos que integram a série

A trama inclui personagens que tiveram papel central na formação da fé cristã. Veja alguns deles:

  • Pedro – Um dos doze apóstolos de Jesus, líder da Igreja Primitiva após a ressurreição.
  • Tiago – Irmão de Jesus e referência de autoridade na igreja de Jerusalém.
  • Timóteo – Jovem discípulo e fiel companheiro de Paulo nas viagens missionárias.
  • Estevão – Primeiro mártir cristão, apedrejado por professar sua fé.
  • Lídia – Primeira convertida ao Cristianismo na Europa, em Filipos.
  • Lucas – Autor do Evangelho que leva seu nome e do livro de Atos dos Apóstolos.
  • Tito, Priscila e Áquila – Parceiros próximos de Paulo em suas ações evangelísticas.
  • Caifás, Herodes, Agripa e Nero – Personagens políticos e religiosos que moldaram o contexto da época.

Com roteiro assinado por Cristiane Cardoso e direção de Leonardo Miranda, “Paulo, o Apóstolo” é uma produção nacional que se destaca pelo cuidado com os detalhes históricos, a qualidade técnica e o impacto espiritual. É uma das maiores apostas da dramaturgia cristã dos últimos anos e promete atrair tanto o público religioso quanto o espectador interessado em narrativas épicas e transformadoras.

A produção está disponível na plataforma Univer Vídeo desde 28 de maio de 2025. Ainda não há data definida para exibição na Record.