O ator Taumaturgo Ferreira processa a Record por considerar incorretos os valores relacionados às reexibições de produções das quais participou na emissora. A ação, em tramitação na Justiça de São Paulo, abrange disponibilizações no Record Plus e exibições dos trabalhos fora do Brasil.
Parte dos pedidos de Taumaturgo já foi aceita pela Justiça. O ator, porém, terá de indicar exatamente quanto pretende receber, pois a ação não apresenta quantias determinadas. A Record também recebeu ordem para fazer um levantamento das novelas exibidas no exterior com participação dele e recorreu da decisão.
A controvérsia envolve contratos firmados durante o período em que Taumaturgo trabalhou na emissora. Segundo o ator, uma cláusula que ele considera abusiva cedia para sempre os direitos de sua imagem nas produções, incluindo direitos conexos para venda. Pela argumentação apresentada no processo, essa previsão dispensaria a Record de pagamentos recorrentes a cada nova exibição. Seus advogados pedem a anulação das cláusulas e indenização por perdas e danos.
A Record rebate os argumentos e sustenta a validade dos contratos e da cessão de direitos assinada na época. A emissora também afirma que Taumaturgo foi devidamente remunerado, pois os direitos conexos já teriam sido considerados nos pagamentos feitos a ele.
Conhecido por trabalhos na televisão brasileira nos anos 1980 e 1990, Taumaturgo teve contrato com a Record de 2006 a 2014, fase chamada no texto-base de era de ouro da dramaturgia da emissora. Nesse período, atuou em Cidadão Brasileiro, em 2006; Os Mutantes, entre 2007 e 2009; Ribeirão do Tempo, em 2010; e na série José do Egito, em 2013.
Ao ser procurada sobre o caso, a Record informou que não comenta processos. O advogado de Taumaturgo não respondeu ao contato do jornalista Gabriel Vaquer, que assina a coluna Outro Canal da Folha de São Paulo.
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