
A parceria entre Seriella e Record começou a empurrar para a fase prática um de seus projetos mais ambiciosos. “A Ira do Herdeiro” já entrou no processo de preparação com elenco e se posiciona como uma das apostas centrais da nova leva de produções bíblicas.
Em vez de vender apenas a ascensão de um rei, a série organiza sua força dramática em torno de uma ruína. A narrativa parte da ideia de perda, poder e confronto para perguntar até onde alguém pode ir depois de ver sua história desmoronar.
No centro dessa trajetória estará Manassés, interpretado por Nicolas Vargas. Herdeiro do trono de Judá e filho de Ezequias, o personagem será apresentado como alguém que rompe com o legado recebido e escolhe o embate no lugar da fé. O elenco principal ainda reúne Laura Dutra e Heloísa Honein.
Com 20 episódios, a produção vai revisitar uma das figuras mais controversas do Antigo Testamento. Manassés, apontado como o 14º monarca de Judá, assumiu o trono ainda criança, por volta dos 12 anos, e governou por cerca de 55 anos no século VII a.C. Segundo o relato bíblico, seu reinado foi marcado pela ampliação da idolatria, pela adoção de cultos estrangeiros, pela reconstrução de altares pagãos e pela profanação do Templo de Jerusalém, num movimento que aprofundou a decadência espiritual do reino.
A virada do personagem sustenta a espinha da série. Depois de ser capturado pelos assírios e levado para a Babilônia, Manassés passa por um processo de humilhação e arrependimento, volta-se para Deus e retorna ao trono com outra postura. É dessa tensão entre queda extrema e tentativa de reparação que a trama busca extrair seu principal peso emocional.
A engrenagem da produção já foi desenhada para uma operação ampla. As gravações estão previstas para começar em maio, com uso combinado de estúdio, cidades cenográficas e locações externas. O roteiro é de Cristiane Cardoso, enquanto a direção-geral ficará a cargo de Carlos Manga Júnior.
Além da Record, “A Ira do Herdeiro” já tem parceria confirmada para exibição no Disney+ e no Univer Vídeo, movimento que amplia o alcance do projeto para além da janela tradicional da TV aberta.
Ao estruturar a série como uma história de colapso, culpa e reconstrução, Seriella e Record tentam transformar a trajetória de Manassés em uma produção bíblica de maior densidade dramática, capaz de sustentar tanto o apelo popular quanto a ambição de circulação em diferentes plataformas.
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