Ratinho usou seu programa no SBT para responder às críticas depois de se tornar alvo de uma nova representação apresentada ao Ministério Público de São Paulo. Na atração exibida na segunda-feira, 10 de agosto, o comunicador defendeu seu comportamento na televisão e afirmou nunca ter desrespeitado ninguém.

A representação está relacionada a Tiago Piquilo. Ao fazer um comentário sobre a aparência do sertanejo, Ratinho disse que ele estava com “cara de viado”. O deputado estadual Agripino Magalhães Júnior, do PSOL, classificou a declaração como homofóbica e levou o caso ao Ministério Público paulista.

Agripino também se pronunciou publicamente sobre a iniciativa. “Não podemos tratar preconceito como entretenimento”, afirmou o parlamentar.

O episódio sucede outra controvérsia envolvendo Ratinho. Meses antes, a deputada federal Erika Hilton, também do PSOL, havia entrado com uma ação judicial contra o apresentador, acusando-o de transfobia. Um ex-repórter do Programa do Ratinho também fez acusações contra o comunicador, mas não há detalhamento sobre elas nas informações disponíveis.

Ao tratar das críticas em seu programa, Ratinho apresentou uma defesa de sua atuação na televisão:

“Sempre brinquei com todo mundo que vem aqui no programa. Eu nunca desrespeitei uma pessoa sequer na vida. A coisa que eu mais tenho pelas pessoas é respeito. O Brasil sabe que eu brinco. Há 28 anos que eu brinco na televisão e nunca desrespeitei uma pessoa sequer. Quando eu brigo, eu brigo, eu não desrespeito, eu vou para o tapa, vou para o soco, vou para o pontapé. Mas nunca desrespeitei ninguém”, garantiu Ratinho.

Na mesma resposta, ele se voltou diretamente contra Agripino. Ratinho pediu que o deputado “pare com bobagem” e acrescentou: “Vai incomodar de novo, mais uma vez, juiz, a fim de ganhar dinheiro”.

Galvão Bueno - que dividiu tela com Ratinho - manifestou apoio ao apresentador. O narrador esportivo, atualmente contratado do SBT, lembrou o começo da carreira televisiva de Ratinho no Paraná e fez referência à passagem dele pela extinta OMTV no início dos anos 1990.

“Eu sou testemunha. No seu primeiro programa de televisão, lá no Paraná, você nunca desrespeitou ninguém. Nunca na vida. Eu não sei o que foi, me conta a história, mas sou sua testemunha, declarou Galvão.

A própria fala do narrador registra que ele não sabia o que havia ocorrido no episódio que originou a nova representação, embora tenha defendido o histórico de Ratinho que disse conhecer.