Foto: TV Globo/Manoella Mello
Foto: TV Globo/Manoella Mello

Um império construído sobre o algodão, a moda e o universo country é o centro das tramas de 'Coração Acelerado', próxima novela das sete da TV Globo. Na fictícia Bom Retorno, no interior do Centro-Oeste, todos conhecem – e temem – a influência do clã Amaral, família que comanda o Grupo Alaor Amaral, um conglomerado que movimenta negócios em diferentes frentes e promete ser um dos eixos dramáticos da comédia romântica musical ambientada no sertanejo.

Criado por Seu Alaor Amaral (Marcos Caruso), conhecido como o Rei do Country, o grupo se consolidou como potência ao unir o agronegócio do algodão, a moda com identidade regional e grandes eventos country. A trajetória do patriarca, que começou a vida como um rapaz pobre e ambicioso, ganha contornos de saga familiar quando ele se casa com a poderosa Branca Albuquerque (Ana Barroso) e passa a ocupar um lugar de respeito entre os mais bem-sucedidos empresários do Centro-Oeste.

O clã Amaral domina Bom Retorno em 'Coração Acelerado'

A ascensão do clã Amaral começa quando Alaor, após o casamento com Branca, herda da família da esposa uma das maiores produtoras de algodão da região. Determinado a provar seu valor aos Albuquerque, ele administra com rigor os recursos recebidos e transforma a herança no ponto de partida para um império diversificado.

O que nasce como uma pequena loja de acessórios, roupas e produtos de selaria voltados para o dia a dia do trabalhador rural se torna uma marca reconhecida nacionalmente. Assim surge a “Alô Country”, empresa que integra o Grupo Alaor Amaral e consolida a imagem do patriarca como referência no universo da moda country.

Em Bom Retorno, a presença dos Amaral não se limita aos negócios. A família ocupa o centro da vida social, pautando eventos, parcerias e disputas de poder. A figura de Alaor, ao mesmo tempo temida e admirada, ajuda a sustentar a aura de respeito em torno do clã, que se acostumou a ver seus interesses prevalecendo na cidade.

Alaor, Branca e a sucessão que muda os rumos da família

Da união entre Alaor e Branca nasce o único filho do casal, Alaorzinho (Daniel de Oliveira). Desde cedo, ele é preparado para suceder o pai à frente do Grupo Alaor Amaral, recebendo educação voltada para os negócios e a manutenção do legado construído no campo e na moda.

Daniel de Oliveira caracterizado como Alaorzinho. Foto: Manoella Mello/Globo

Depois da morte de Branca, o patriarca decide que é hora de “viver a juventude que passou trabalhando”. Ao optar por aproveitar a vida, ele entrega o comando do grupo ao herdeiro e surpreende ao se afastar do dia a dia da empresa que o transformou em símbolo de sucesso. A saída de cena do Rei do Country abre espaço para uma nova fase nos negócios – e para mudanças profundas na dinâmica familiar.

Alaorzinho assume o conglomerado com um olhar inovador. Sem abandonar as raízes do algodão e da moda, ele decide diversificar os investimentos e passa a mirar o entretenimento como caminho para ampliar o alcance da marca.

'Alô Country' e 'Alô Balada': quando a tradição encontra o entretenimento

Sob o comando de Alaorzinho, o grupo ganha um novo braço de atuação. Além de expandir a “Alô Country” como marca de moda consolidada, o empresário aposta em um segmento em plena sintonia com a cultura local: o da noite e dos shows sertanejos.

É desse movimento que nasce a “Alô Balada”, promotora de festas e eventos musicais ligada ao Grupo Alaor Amaral. A empresa se torna responsável por estruturar grandes apresentações, rodeios e festivais, reforçando a associação do clã ao universo country e ao circuito sertanejo que movimenta Bom Retorno e arredores.

Enquanto Alaorzinho demonstra ousadia na condução dos negócios, sua vida pessoal segue um caminho bem menos arrojado. Em casa, ele se revela um homem acomodado, incapaz de tomar decisões afetivas com a mesma firmeza com que conduz o grupo.

Zilá e Naiane: poder, influência e exageros na mansão dos Amaral

No campo afetivo, a trajetória de Alaorzinho é marcada por uma ferida aberta. O empresário nunca superou a separação traumática de Janete (Letícia Spiller), por quem foi profundamente apaixonado. Machista e conservador, ele não conseguiu lidar com a irreverência da cantora, nem com o ciúme de vê-la nos palcos. Incapaz de aceitar o protagonismo da amada na música, rompe o relacionamento. Com o fim do romance, Janete vai embora de Bom Retorno, e os dois nunca mais se reencontram.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Depois desse rompimento, Alaorzinho se casa com Zilá Sampaio (Leandra Leal). O casamento acontece quando ela aparece grávida de Naiane (Isabelle Drummond), que se torna a única filha do casal. Se no trabalho o herdeiro mostra arrojo, na vida afetiva cede à acomodação e se molda à personalidade forte da esposa, que passa a ocupar um espaço central no cotidiano da família.

Zilá, por sua vez, rapidamente se revela uma excelente mulher de negócios. Ela conquista a confiança do sogro a ponto de receber dele um de seus bens mais preciosos: a própria marca “Alô Country”, o verdadeiro xodó de Seu Alaor. A decisão surpreende a todos na família, mas se mostra estratégica quando Zilá assume a gestão da marca e ainda passa a cuidar da carreira da filha como influenciadora digital.

Naiane herda o caráter decidido da mãe e cresce cercada de privilégios. Mimada e acostumada a ter seus desejos atendidos, precisa de um verdadeiro staff para dar conta de seus caprichos. A jovem está sempre acompanhada do personal stylist Esteban Serran (Diego Martins), um estilista talentoso, competente e inovador, e da inseparável amiga Laurinha (Kamila Amorim). Entre looks, vídeos e aparições nas redes, os dois frequentemente se tornam vítimas do egocentrismo extremo da patricinha e também de Zilá, que não mede esforços para ver a filha em destaque.

Bastidores da mansão: a rotina de Irene sob o comando de Zilá

A influência de Zilá não se limita aos negócios e à carreira da filha. Na mansão dos Amaral, ela impõe seu estilo com mão de ferro, o que transforma a rotina dos funcionários. Quem sente esse impacto de forma mais direta é a cozinheira Irene (Fernanda Pimenta).

Após a morte de Branca, quando Zilá assume de vez o comando da casa, a vida de Irene se torna um verdadeiro inferno. A patroa é famosa pelas exigências absurdas, nunca está satisfeita com nada e faz questão de deixar isso claro em cada detalhe do dia a dia. Mesmo enfrentando humilhações e pressões constantes, Irene permanece no emprego por um motivo muito específico: o carinho e a consideração que nutre por Alaorzinho, por quem tem grande afeto.

Entre os excessos da patroa, os caprichos da filha e a nostalgia pelos tempos em que Branca ainda estava à frente da mansão, Irene se vê dividida entre o desejo de abandonar tudo e o vínculo emocional que mantém com o herdeiro do grupo.

'Coração Acelerado' e o universo sertanejo na faixa das sete

Produzida nos Estúdios Globo, 'Coração Acelerado' é criada e escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, com direção artística de Carlos Araujo, produção de Bruna Ferreira e produção executiva de Lucas Zardo. A direção de gênero é assinada por José Luiz Villamarim. A novela, uma comédia romântica musical ambientada no universo sertanejo, está prevista para estrear em janeiro de 2026, na faixa das sete da TV Globo, com estreia marcada para o dia 12 de janeiro.

A trama promete explorar o choque entre tradição e modernidade, poder econômico e exposição nas redes sociais, com o clã Amaral no centro de disputas familiares, afetivas e empresariais. Em paralelo à história de Alaor, Alaorzinho, Zilá, Naiane e Irene, a novela também mergulha em personagens ligados ao feminejo e ao cenário musical sertanejo, reforçando a proposta de transformar o gênero em motor dramático da narrativa.