O capítulo de quarta-feira (9) de Quem Ama Cuida terminou com apenas 16 minutos de arte de história e, mesmo assim, alcançou 23,8 pontos de média, o melhor desempenho da novela na semana. O tempo destinado à trama ficou abaixo da duração de um episódio da extinta Malhação.
A maior parte da movimentação dramática ficou concentrada no conflito entre Dora (Mariana Ximenes), Ademir (Dan Stulbach) e André (Henrique Barreira). Ademir encontrou a empresária na cama com André e iniciou uma discussão. Durante o confronto, Dora pegou uma raquete para se proteger, em uma referência a Marcos, personagem interpretado por Stulbach em Mulheres Apaixonadas.
A rapidez da exibição chamou atenção também nas redes sociais. Um perfil dedicado à novela escreveu na rede social X [antigo Twitter]: “Eu pisquei, e a novela acabou". Outro telespectador, identificado como Rafa, comentou: “Mas nem começou e já acabou Quem Ama Cuida".
A duração reduzida foi consequência do encaixe da produção entre o Horário Eleitoral Gratuito e a transmissão do Futebol. Excepcionalmente, Quem Ama Cuida ocupou a faixa das 20h55 às 21h20. No ar mais cedo, a novela recuperou audiência e chegou aos 23,8 pontos.
Nos dias anteriores, a propaganda eleitoral havia levado o início do folhetim para perto das 22h, e isso vem afetando o ibope dela.
Escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto e com direção artística de Amora Mautner, Quem Ama Cuida tem permanência prevista até janeiro de 2027. Avenida Brasil 2 deverá assumir a faixa depois do término da trama, e seu elenco já está em fase final de formação.
Propaganda política afeta o Ibope da TV aberta
O Horário Eleitoral Gratuito, com 25 minutos, tem alterado a dinâmica da faixa nobre da televisão aberta. Na Globo, a interrupção também afeta o crescimento gradual de público que costuma ocorrer até a passagem do jornal para a novela, embora o impacto seja menor que o registrado pelas concorrentes.
A interferência ainda pode permanecer na programação durante parte de outubro. A eleição presidencial não deve ser definida no primeiro turno, cenário que prolongaria por mais algumas semanas a presença do horário eleitoral na grade.
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