Convidados do Viver Sertanejo. Foto: Reprodução/Instagram
Convidados do Viver Sertanejo. Foto: Reprodução/Instagram

O próximo episódio do Viver Sertanejo, exibido neste domingo (08), promove um encontro entre a tradição das rodas de viola e a sofrência característica da música popular. O apresentador Daniel recebe Pablo e o grupo Traia Véia para uma conversa sobre as raízes de suas carreiras e a evolução do gênero sertanejo. Durante a edição, os artistas compartilham memórias de suas formações musicais, destacando como as influências de infância e os encontros informais moldaram as sonoridades que hoje conquistam o público em todo o país.

Pablo, conhecido como o "Rei do Arrocha", refuta classificações rígidas sobre seu estilo, definindo-se como um intérprete dedicado à qualidade das canções. No palco, ele relembra os tempos em que acompanhava o pai em apresentações em bares e a fase em que trabalhava como vendedor ambulante antes de alcançar o estrelato. O cantor destaca que sua transição para a vida artística profissional ocorreu de maneira orgânica, impulsionada pelo reconhecimento que recebia desde criança ao soltar a voz para os clientes do pai.

O grupo Traia Véia traz para a edição a estética do sertanejo de roda, um projeto que nasceu da amizade e de reuniões casuais entre músicos. O formato, que coloca cinco artistas em torno de uma mesa, busca resgatar a essência dos modões tradicionais, mas com uma roupagem contemporânea que valoriza a performance coletiva. Os integrantes explicam que a identidade do grupo é pautada pelo clima de descontração e pela troca de experiências musicais que ocorrem durante as interpretações conjuntas.

No repertório musical da manhã de domingo, Pablo apresenta os sucessos “Fui Fiel” e “Porque Homem Não Chora”, faixas que consolidaram sua presença nas paradas nacionais. Já o Traia Véia interpreta “Equivocada” e “Poder de Mentir”, canções que exemplificam a proposta de harmonização vocal e instrumental do quinteto. A interação entre os convidados e Daniel reforça o objetivo do programa em documentar a história viva da música brasileira através de relatos autênticos dos seus protagonistas.

A produção do programa, liderada por Nathália Pinha e com direção artística de Gian Carlo Bellotti, foca em extrair detalhes inéditos sobre o processo criativo dos convidados. O diálogo entre Pablo e os músicos do Traia Véia revela pontos em comum, como a importância dos primeiros palcos improvisados e a resistência necessária para estabelecer um nome no cenário artístico. Daniel conduz as entrevistas com a proximidade de quem também viveu as transformações do sertanejo ao longo das últimas décadas.

Exibido após o Globo Rural, o Viver Sertanejo encerra o episódio reforçando a ideia de que o gênero é um organismo vivo, capaz de absorver diferentes ritmos sem perder sua base fundamental. A edição com Pablo e Traia Véia celebra justamente essa porosidade musical, onde a música de barzinho encontra a sofisticação da produção atual. Com direção de gênero de Monica Almeida, o programa consolida-se como um espaço de preservação da memória e celebração do talento vocal brasileiro em suas diversas formas de expressão.