A movimentação nos bastidores da Globo indica que Marco Ricca, longe das novelas desde Um Lugar ao Sol (2021–2022), está cotado para retornar à dramaturgia em ‘A Nobreza do Amor’, próxima produção das 18h. A novela, escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., deve estrear em março de 2026, substituindo Êta Mundo Melhor!. Segundo informações do jornal O Globo, Ricca é mencionado para interpretar o pai de Mirinho, vilão vivido por Nicolas Prattes, figura central da trama.

Samantha Jones, a Ana Clara do remake de Vale Tudo, também deve fazer parte do elenco e está cotada para interpretar uma personagem que integrará o núcleo do antagonista vivido por Nicolas Prattes. O papel marca mais uma participação da atriz em novelas de grande visibilidade, reforçando o investimento da Globo em nomes que dialogam com o público jovem e adulto.

A história de A Nobreza do Amor será conduzida por Duda Santos, escolhida para interpretar Aika, protagonista da narrativa. Ao lado dela estará Érika Januza, escalada para viver a mãe da personagem, uma rainha africana que, após um golpe de Estado no reino fictício de Batanga, foge com a filha para o Brasil. A fuga é o ponto de virada que dá início à trajetória da jovem princesa em território brasileiro.

Instaladas no interior de Pernambuco, as duas tentam reconstruir a vida, enquanto Aika desenvolve uma relação com Tonho (Ronald Sotto), um trabalhador rural que desconhece completamente sua própria origem: ele é o herdeiro legítimo do trono de Batanga, descendente direto do lendário rei Shaka. Esse conflito romântico-político será um dos motores dramáticos da trama.

Além do núcleo da realeza exilada e do antagonismo vivido por Nicolas Prattes, o folhetim contará com um elenco numeroso e diverso. Serão cerca de 50 atores, com forte presença de profissionais nordestinos, reforçando o compromisso da produção com a representatividade regional. A equipe artística também exigirá preparação intensa: os intérpretes passarão por aulas de prosódia, dança e História, essenciais para a construção da cultura do reino ficcional e para a ambientação brasileira.

Outro destaque é a escalação de Lázaro Ramos, que viverá um grande vilão na narrativa — papel que deve ocupar posição estratégica dentro da disputa política que envolve Batanga, seus líderes exilados e os interesses que movem aliados e inimigos dentro e fora do país.

As gravações começam pelo Rio Grande do Norte, aproveitando cenários naturais que representarão tanto paisagens do reino de Batanga quanto áreas rurais no Brasil. Em seguida, as filmagens serão divididas entre outras regiões e os Estúdios Globo, no Rio.

No comando da produção está Gustavo Fernández, que assina a direção artística. Pedro Peregrino assume como diretor-geral, enquanto Igor Verde integra o time de direção. O projeto ainda conta com Alessandro Marson — roteirista de Novo Mundo, Nos Tempos do Imperador e Elas por Elas — como colaborador, ao lado de Dora Castellar, Dione Carlos e Dimas Novais.

Com estreia prevista para março de 2026, A Nobreza do Amor chegará ao público após a reprise de Êta Mundo Melhor!, assumindo a missão de renovar o horário com uma mistura de romance, política, cultura afro-diaspórica, tradição, identidade e ambientação nordestina, elementos que têm marcado os novos caminhos da dramaturgia das 18h.