Marcelo Médici e Danton Mello estão no elenco de 'A Nobreza do Amor'

Nova novela das seis traz saga afro-brasileira sobre princesa em fuga, camponês do interior de Pernambuco e plano de usurpação do trono

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Danton Mello e Marcelo Médici. Foto: Divulgação/Globo
Danton Mello e Marcelo Médici. Foto: Divulgação/Globo

Após participar de ‘Família é Tudo’ em 2024, Marcelo Médici volta à Globo em ‘A Nobreza do Amor’, nova novela das seis prevista para 2026, na qual interpretará irmãos gêmeos. Segundo informações do jornal O Globo, o ator inicia nesta semana a preparação para o folhetim, marcando seu retorno à faixa em um projeto tratado internamente como uma das principais apostas da emissora para o horário.

O elenco reúne nomes de peso. Danton Mello, visto recentemente em ‘Garota do Momento’, viverá um banqueiro rico e influente, pai da personagem de Theresa Fonseca, que assume o papel de antagonista da heroína vivida por Duda Santos. Escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., ‘A Nobreza do Amor’ terá direção artística de Gustavo Fernández, repetindo a parceria da autora com equipes que já trabalharam em produções de forte recorte popular e temas contemporâneos.

Com estreia prevista para março de 2026, a trama substituirá ‘Êta Mundo Melhor!’ e chegará ao ar com alto investimento em produção e figurinos. A proposta inclui locações e ambientações que resgatam referências culturais africanas, reforçando a ideia de um épico romântico com identidade visual própria dentro da faixa das seis.

Reino de Batanga, Barro Torto e conflito central

No núcleo central da história, Lázaro Ramos interpreta Jendal, primeiro-ministro do reino fictício de Batanga. Ambicioso e cruel, ele manipula o rei Cayman III em um plano para usurpar o trono. Entre suas estratégias está o desejo de se casar à força com a princesa Alika, herdeira legítima, o que o leva a ordenar crimes e ameaçar a jovem para consolidar seu projeto de poder.

Obrigada a escapar desse cenário, Alika parte em fuga com a mãe, Niara, e deixa o reino africano rumo ao Brasil dos anos 1920. Refugiadas na fictícia cidade de Barro Torto, no interior de Pernambuco, elas passam a viver sob novas identidades. A princesa assume o nome de Lúcia e conhece Tonho, trabalhador rural descendente direto do lendário rei Shaka. A partir desse encontro, a novela combina romance, aventura e resistência, ligando o passado do reino de Batanga à realidade do agreste brasileiro.

Estética, temas e estrutura da novela

Com 185 capítulos previstos, o folhetim foi concebido para mesclar melodrama clássico, elementos de fábula e crítica social. Entre os temas centrais estão racismo, desigualdade e identidade cultural afro-brasileira, tratados a partir da trajetória de personagens negros colocados no centro da narrativa, tanto no reino fictício quanto no Brasil da época retratada.

A direção artística de Gustavo Fernández terá a colaboração de Pedro Peregrino na direção geral, além do trabalho de Dora Castellar, Dione Carlos e Dimas Novais na elaboração dos capítulos. A estética da produção se inspira no cordel nordestino e em narrativas afro-diaspóricas, em uma proposta que remete a ‘Cordel Encantado’ (2011), mas agora com protagonismo negro assumido como eixo da história. Assim, ‘A Nobreza do Amor’ busca ocupar um lugar estratégico na dramaturgia da Globo, articulando entretenimento de massa com fortalecimento da representatividade nos horários de maior visibilidade.

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