O Prime Video confirmou a produção da segunda temporada de Tremembé, série brasileira inspirada em crimes reais e ambientada no presídio feminino do interior paulista. A nova fase da trama terá início de gravações no primeiro semestre de 2026 e, segundo o jornal O Globo, amplia o universo da produção com a inclusão de personagens baseados em Thiago Brennand e Robinho, ambos condenados por crimes sexuais.

Kelner Macêdo é um dos nomes recém-anunciados e interpretará Cristian Cravinhos. A nova temporada também contará com Marina Ruy Barbosa no papel de Suzane von Richthofen; Felipe Simas como Daniel Cravinhos; Carol Garcia interpretando Elize Matsunaga; e Anselmo Vasconcellos no papel do ex-médico Roger Abdelmassih. As sinopses dos novos personagens ainda não foram detalhadas, mas já se sabe que Suzane enfrentará os desafios da reintegração social fora da prisão, enquanto Elize buscará um novo caminho profissional em liberdade.

A série, produzida pela Paranoid em parceria com o Amazon MGM Studios, mantém direção de Vera Egito, que divide os roteiros com o jornalista Ullisses Campbell e equipe. Baseada em livros-reportagem e documentos judiciais, Tremembé constrói uma narrativa ficcional ancorada em apuração jornalística, o que tem sido decisivo para sua repercussão crítica e popular.

Desde sua estreia em 31 de outubro de 2025, Tremembé lidera o ranking do Top 10 do Prime Video no Brasil e figura entre os assuntos mais pesquisados no Google, ocupando a quinta posição em volume de buscas. A primeira temporada contou ainda com atuações de Bianca Comparato (Anna Jatobá), Lucas Oradovschi (Alexandre Nardoni) e Letícia Rodrigues (Sandrão), ampliando o escopo da série sobre o cotidiano e os embates morais dentro da penitenciária.

Com a confirmação da continuidade e a adição de novos personagens baseados em figuras controversas da crônica policial recente, Tremembé reforça sua proposta de dramatização ancorada na memória criminal brasileira. A segunda temporada tende a aprofundar os dilemas éticos da liberdade condicional e da espetacularização da violência no sistema penal.