Guerreiros do Sol, novela original Globoplay com estreia marcada para o dia 11 de junho, promete muito mais do que uma releitura do Cangaço. A trama mergulha em temas fortes e atemporais, como saúde, identidade LGBT, justiça, conflitos familiares e feminismo. Em entrevista, Sérgio Goldenberg, um dos autores e criadores do folhetim, destaca o que o público pode esperar da produção. Confira abaixo!

1. Nomadismo

Um dos pilares do universo do Cangaço retratado na novela é o nomadismo. Os cangaceiros não tinham endereço fixo e viviam em constante deslocamento. “Eles podiam acordar na Bahia, lutar em Pernambuco e dormir em Alagoas”, explica Goldenberg. Através do bando de Josué (Thomás Aquino), a trama explora essa mobilidade como forma de sobrevivência, mas também como símbolo de busca e resistência.

2. Vaidade cangaceira

Outro aspecto importante é que os cangaceiros se orgulhavam da própria aparência. “Eles andavam cobertos de couro, com chapéus, lenços coloridos, anéis, medalhas, cartucheiras cheias de munição grandes, vistosas”, diz o autor. Em Guerreiros do Sol, o figurino tem peso de personagem: há cenas que mostram o cuidado com as roupas, a confecção das peças e o simbolismo que elas carregam.

3. Batalhas grandiosas

O Cangaço foi também um fenômeno de confrontos violentos e armados. E a novela reconstrói essas batalhas com cenas de ação cinematográficas. “Na época do cangaço, ocorriam grandes batalhas com mais de 100 homens, policiais e cangaceiros, todos fortemente armados. Eram guerras que duravam dias e dias”, relembra Goldenberg.

Thomás Aquino e Irandhir Santos. Foto: Globo/Estevam Avellar
Thomás Aquino e Irandhir Santos. Foto: Globo/Estevam Avellar

4. Feminismo

Embora o Cangaço seja frequentemente associado à figura masculina, Guerreiros do Sol coloca as mulheres como condutoras da história. A protagonista Rosa (Isadora Cruz), que foge de um lar opressor e entra para um bando de cangaceiros, narra a história sob seu ponto de vista. Ao lado de outras personagens, ela questiona o machismo, a violência e o papel imposto às mulheres no sertão. “Ela e as outras mulheres têm uma visão crítica o tempo inteiro da crueldade, da violência e da insensatez que eram aquelas guerras”, afirma Goldenberg.

5. Saúde

O tema da saúde surge de forma delicada e potente com a personagem Valiana (Nathália Dill), que descobre um caroço no seio em uma época em que nem se sabia o que era câncer. Isolada no sertão, desprovida de informações, ela é amparada por uma rede de apoio feminina para lidar com a doença, adianta o autor: "Ela vai contar com os poucos recursos que existiam na época, com a ajuda das amigas e das mulheres, para lidar com essa difícil doença e se reinventar."

6. Relações homoafetivas

"Uma história de amor que é o tempo inteiro testada e ameaçada pela crueldade do cangaço", é assim que Goldenberg sintetiza a relação entre Jânia (Alinne Moraes) e Otília (Alice Carvalho). A trama trata o romance com sensibilidade, provando que, mesmo em uma sociedade patriarcal e conservadora, o afeto também resistia.

7. Conflitos familiares

Outro drama que atravessa a história é o conflito entre irmãos Alencar. Josué, líder dos cangaceiros, é perseguido por Arduíno (Irandhir Santos), seu próprio irmão, que se tornou policial. “Eles nascem irmãos e a vida faz com que se tornem inimigos”, conta Goldenberg. No lado da família Bandeira, a situação também não são flores. Movido pela ganância, Idálio (Daniel de Oliveira) é capaz de tudo para tirar seu pai, Coronel Elói (José de Abreu), do caminho.

Por que falar de cangaço hoje?

Mais do que uma novela de época, Guerreiros do Sol é também uma leitura do presente. “Alguns aspectos do cangaço continuam presentes na nossa vida. Se multiplicaram, infelizmente”, afirma o autor. Violência, injustiça, opressão de gênero, desigualdade social — tudo isso ecoa na atualidade, mesmo que com outras roupagens.

A narrativa de Guerreiros do Sol promete envolver o público com drama, ação, romance e uma visão crítica sobre a história do Brasil. A obra valoriza a cultura nordestina e homenageia figuras que marcaram época com sua coragem e resistência.

Além de revisitar um dos períodos mais icônicos e dramáticos da história brasileira, a novela promete personagens intensos e uma narrativa carregada de emoção e ação. A história de luta, sobrevivência e justiça no sertão nordestino ganha vida através de uma produção sofisticada e um elenco de peso, reafirmando o compromisso do Globoplay e da TV Globo com conteúdos que valorizam a cultura nacional.

Resumo prático – o que você precisa saber:

  • Estreia: 11 de junho
  • Total de capítulos: 45
  • Onde assistir:
    • Na TV (GloboPlay Novelas): De segunda a sexta, às 22h40, com reprise aos sábados.
  • Gênero: Drama, romance, ação histórica
  • Ambientação: Sertão nordestino e cangaço
  • Criadores: George Moura e Sergio Goldenberg
  • Elenco principal: Isadora Cruz, Thomás Aquino, José de Abreu, Alexandre Nero, Irandhir Santos