Lícia Manzo. Foto: Divulgação/Globo
Lícia Manzo. Foto: Divulgação/Globo

A Globo decidiu tirar da gaveta o projeto “Jogo da Memória”, idealizado por Lícia Manzo, e dar uma nova vida à obra, agora em formato de série dramática premium com previsão de estreia entre 2026 e 2027 no Globoplay. A informação é da jornalista Carla Bittencourt (do Portal LeoDias). Engavetada desde 2018, a novela escrita originalmente para a faixa das 23h será reformulada e adaptada com foco em narrativas mais curtas, com apelo adulto e estrutura própria de série.

O projeto, que já havia passado por etapas de pré-produção com elenco e direção definidos, foi cancelado internamente pela emissora por questões logísticas e de orçamento, como revelou a colunista Patrícia Kogut, de O Globo. Agora, o título volta aos holofotes como aposta da plataforma de streaming em obras densas, autorais e com alto padrão artístico.

Reviravolta nos bastidores e retorno de Lícia Manzo

Após ter deixado a Globo em setembro de 2024, Lícia Manzo foi recontratada recentemente com a missão de adaptar o projeto, que originalmente contava com 88 capítulos, para um modelo de temporada fechada com episódios mais compactos.

Com passagens elogiadas por novelas como “A Vida da Gente”, “Sete Vidas” e “Um Lugar ao Sol”, a autora comentou recentemente sobre sua ligação com “Jogo da Memória” em entrevista ao projeto “As Trabalhadoras do Audiovisual Fluminense: Trajetória de Mulheres por Trás das Câmeras na TV e no Streaming”:

“Uma novela que eu escrevi inteira e que foi cancelada, ela está na gaveta, mas eu adoro”, afirmou Lícia.

Trama entrelaça três épocas e um amor proibido

A história seguirá centrada nos personagens Virgínia e Bento, meio-irmãos que vivem um relacionamento amoroso marcado por separações traumáticas e segredos familiares devastadores. A narrativa se desenrolará em três linhas do tempo distintas:

  • Década de 1940, no interior rural do Brasil
  • Anos 1960, em uma pequena cidade do interior
  • Anos 2000, em uma metrópole brasileira

A autora detalha:

“É uma família em três gerações. Ela é passada num período rural, em 1900 e pouco, em 1950 numa cidade pequena, e depois em 2000 e tanto na cidade grande. É sobre ancestralidade, sobre traumas familiares que atravessam o tempo. Enfim, eu adoro esse trabalho, toda a minha equipe adora também. Acho que esse foi o trabalho que mais nos deu musculatura”, destacou.

O projeto, criado entre 2016 e 2017, já tinha 51 capítulos finalizados quando foi suspenso pela Globo. Na época, enfrentava desafios estruturais para viabilizar as múltiplas cronologias e a complexidade da produção.