Uma chamada criada para divulgar os filmes da Globo no segundo semestre teria rendido à emissora uma notificação extrajudicial enviada por um estúdio de cinema. A alegação foi publicada pela coluna Canal D, do jornal O Dia. Segundo a publicação, o conteúdo acabou retirado dos perfis da empresa nas redes sociais depois da notificação.

A peça também enfrentou críticas pelo emprego de inteligência artificial. Ainda de acordo com a coluna, as produtoras responsáveis pelas obras usadas como referência não teriam dado aprovação prévia ao material.

A campanha recorria a rostos e personagens conhecidos da Globo para fazer associações com produções de Hollywood. Marcos Mion foi transformado em Tom Cruise numa referência a Missão Impossível. Luciano Huck ganhou uma versão ligada ao Incrível Hulk, enquanto Louro Mané, do Mais Você, apareceu como Rocket, de Guardiões da Galáxia.

Apesar da repercussão em torno da chamada, a programação anunciada inclui A Substância, de 2024, e 007 - Sem Tempo para Morrer, de 2021. A Globo também prevê a exibição de produções do Universo Cinematográfico da Marvel.

A controvérsia se soma a outros episódios recentes envolvendo inteligência artificial em conteúdos ligados à empresa. Em 2024, o Globoplay recebeu críticas pelo uso da tecnologia em dublagens de Rio-Paris: a Tragédia do Voo 447.

Outro caso veio à tona em abril. Durante a reprise de Rainha da Sucata no Vale a Pena Ver de Novo, espectadores identificaram a logomarca do Gemini, ferramenta do Google, na vinheta exibida ao fim da novela.

Em agosto, Fantástico e Mais Você também recorreram à inteligência artificial para produzir imagens de Laura Cardoso e Glória Menezes juntas após a morte das duas atrizes.