Em uma homenagem que conecta televisão, teatro e militância, Lázaro Ramos será o foco de um especial do Globo Repórter Personalidades na sexta-feira, 28 de novembro, quando a Globo exibe um programa inteiramente dedicado à trajetória do ator baiano, logo após Três Graças. A edição acompanha a vida do artista desde as origens em Salvador até se tornar um dos nomes mais influentes da cultura brasileira, reunindo depoimentos de familiares, amigos próximos e parceiros de cena que o acompanharam em mais de duas décadas de carreira.

Para contar essa história, Sandra Annenberg viajou a Salvador, cidade natal de Lázaro, onde gravou com a família do ator e revisititou lugares que ajudaram a moldar sua formação artística e pessoal. O programa reconstrói o caminho do homenageado como ator, diretor, escritor, apresentador e ativista, destacando projetos marcantes no teatro, na TV e no cinema, além de seu engajamento em pautas ligadas à representatividade negra e à cultura brasileira.

A reportagem traz depoimentos emocionados de pessoas que acompanham Lázaro desde muito cedo. O pai, Ivan, a irmã Viviane e a esposa, Taís Araujo, falam sobre o homem por trás das câmeras e revelam detalhes do cotidiano em família, das conquistas e dos desafios enfrentados ao longo da trajetória. Taís, em particular, compartilha bastidores da relação com o marido e de como eles constroem juntos uma parceria afetiva e profissional que se tornou referência no meio artístico.

O especial também dedica espaço à amizade que ele construiu com Wagner Moura, Vladimir Brichta e Gustavo Falcão. O quarteto se conheceu no início dos anos 2000, nos palcos, quando contracenou na peça "A Máquina", montagem que marcou o encontro dos atores e deu origem a um laço que se mantém há mais de duas décadas. No Globo Repórter, os três relembram os primeiros trabalhos, o amadurecimento da carreira e a forma como essa irmandade atravessou diferentes fases da vida de todos.

Em seu depoimento, Wagner Moura conta como foi a primeira impressão ao ver Lázaro em cena e reforça a intensidade desse encontro artístico: "Quando eu conheci o Lázaro, o vi fazendo uma peça. Foi uma coisa muito forte vê-lo. Eu parei de prestar atenção na peça e ficava só olhando para ele. Ao ponto de a peça acabar e eu ir procurá-lo no camarim sem saber o que dizer para ele. E eu disse: ‘Eu quero ser seu amigo’. A gente transcende o negócio de ser amigo. Lázaro para mim é meu irmão". A fala resume o tom de afeto e admiração que permeia a edição.

Vladimir Brichta também ressalta a multiplicidade de talentos de Lázaro e a convivência íntima construida ao longo dos anos, dentro e fora do palco: "Eu acompanho Lazinho diretor, ator, escritor, entrevistador e me encanto com tudo. Ao mesmo tempo eu conheço o Lazinho íntimo e ele conhece a mim, a ponto de trocarmos conselhos muito íntimos. Ele é uma pessoa extremamente amorosa". O depoimento reforça o lugar do ator como referência humana e profissional para o círculo de amigos.

Além dos nomes já conhecidos do público, o programa abre espaço para um amigo de infância, os primeiros companheiros do teatro e uma professora que teve papel importante na formação do artista. Esses relatos ajudam a reconstruir o percurso do menino que saiu de Salvador para se tornar um dos rostos mais presentes na dramaturgia e no entretenimento brasileiro, sem perder a ligação com as raízes e com os temas que o movem, como a afirmação da identidade negra e o acesso à cultura.

A homenagem chega em um momento em que Lázaro Ramos volta a ter forte presença na teledramaturgia da Globo. Escalado para A Nobreza do Amor, próxima novela das 18h, o ator interpretará o vilão Jendal, primeiro-ministro de um reino africano que dá um golpe de Estado e muda o destino da protagonista e de sua família, em uma trama que mistura fantasia, história e questões sociais. A produção tem previsão de estreia para março de 2026, o que reforça a relevância do especial como aquecimento para uma nova fase de sua carreira nas novelas.

O especial de sexta-feira integra a série Globo Repórter Personalidades, projeto que já dedicou episódios recentes a artistas como Fernanda Torres e Maria Bethânia, explorando bastidores, arquivos pessoais e grandes momentos de cada trajetória. No caso de Lázaro, a ideia é mostrar não apenas o ator consagrado, mas também o diretor, o escritor e o militante que se engaja em debates sobre representatividade, educação e oportunidades para novas gerações de artistas negros.

A homenagem reforça o papel do Globo Repórter como janela para histórias de impacto, agora em uma versão dedicada a personalidades que moldam o imaginário do público brasileiro.