A Globo prepara uma versão mais enxuta e mais nostálgica de Estrelas da Casa para a terceira temporada. Em vez de buscar um artista solo, o reality passará a formar grupos musicais, estratégia que aproxima o programa de formatos populares dos anos 1990 e 2000 e tenta recuperar a memória afetiva de quem acompanhou bandas reveladas pela televisão.
A nova dinâmica terá mentores como eixo da disputa. Na primeira semana, cada um deles escolherá seus cantores. Depois, entre a segunda e a quarta semanas, esses nomes serão organizados em grupos musicais, com apresentações submetidas à avaliação do público e eliminações por escritório de mentor.
A final também seguirá essa lógica coletiva. Cada time chegará à última semana com a missão de organizar um grande show e preparar um single inédito para o grupo ainda na disputa. O vencedor será definido por votação popular, mantendo o público como parte central da escolha.
Entre os nomes do projeto, Anitta já aparece como uma das mentoras da atração. Pedro Sampaio e Belo ainda negociam para completar o time, segundo o pacote comercial do programa obtido pelo jornalista Gabriel Vaquer, da Folha de S.Paulo, e enviado ao mercado publicitário na quarta-feira (3).
A temporada também será mais curta. O material comercial informa que o reality ficará no ar de 25 de agosto a 24 de setembro, com Ana Clara Lima à frente das edições ao vivo nas noites de terça e quinta. Ao todo, serão 31 episódios.
O corte reforça uma mudança de escala dentro da própria trajetória do programa. Estrela da Casa teve 50 episódios em 2024, quando apostava com mais força no confinamento, e caiu para 43 em 2025. Agora, a redução acompanha a tentativa de concentrar a disputa em apresentações, mentoria e formação de grupos.
A nostalgia será um dos principais motores editoriais. Nas terças, os musicais devem revisitar clássicos de grupos de diferentes gêneros, com atenção especial a bandas jovens que marcaram os anos 1990 e 2000. A Globo também associa a proposta à lembrança de festivais brasileiros e de programas como Popstars, formato do SBT que revelou o Rouge.
No pacote apresentado às agências, a emissora afirma que existe uma geração que cresceu acompanhando grupos musicais icônicos e que o novo Estrelas da Casa quer recriar a sensação de torcida por uma banda. A fala indica que a Globo venderá o reality menos como confinamento e mais como evento musical de curta duração.
A permanência do formato em 2027 ainda não está garantida. A decisão deve passar pelo ibope da nova temporada, que chega menor, com menos tempo para se provar e com a missão de transformar nostalgia em engajamento real para a grade da Globo.
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