Victor Sparapane e Aline Dias. Foto: Divulgação
Victor Sparapane e Aline Dias. Foto: Divulgação

A aposta da Globo no mercado de microdramas ganha forma esta semana com o início das gravações de 'Icônica: de Faxineira à Fashionista' nos Estúdios Globo. A obra, produzida pela Formata, é uma novela vertical voltada para consumo em dispositivos móveis — 50 episódios de no máximo dois minutos cada, com estreia prevista para 2026.

O roteiro é de Gustavo Reiz, e a direção ficou a cargo de Roberta Richard. No centro da trama está Jussara, vivida por Aline Dias: uma faxineira com talento natural para customizar roupas que, durante um desfile, é confundida com modelo e conhece Giovani — CEO da grife 'Icônica', personagem de Victor Sparapane. O encontro desencadeia tanto a história de amor quanto o conflito principal da série.

O triângulo da moda

A antagonista é Pietra (Anajú Dorigon), estilista e sócia da 'Icônica', que enxerga na chegada de Jussara uma ameaça à sua posição e age para sabotá-la. Em contraponto, a personagem Pitonisa — interpretada por Gabb — reconhece o potencial da protagonista e assume o papel de mentora, guiando seu crescimento no universo da moda.

Aline Dias já construiu uma trajetória consistente na ficção da Globo: participou de 'Malhação', 'Sangue Bom', 'O Tempo Não Para' e 'Salve-se Quem Puder'. Victor Sparapane, por sua vez, é conhecido por atuar na novela vertical 'A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário', o que o coloca diretamente familiarizado com as exigências técnicas e narrativas do formato.

Um modelo nascido fora do Brasil

O formato de novela vertical não é invenção recente nem nacional. Na China, produções do tipo ganharam tração a partir de 2018 e se consolidaram durante a pandemia de Covid-19. No Brasil, segundo o G1, o contato com esse tipo de conteúdo começou em 2022, quando vídeos curtos no Kwai precederam a expansão para TikTok e X.

Diferente das novelas tradicionais da TV aberta, os microdramas são gravados em formato vertical, com capítulos curtos e ritmo de alta densidade dramática — características projetadas para prender a atenção do espectador em plataformas digitais. A Globo entra nesse segmento com estrutura própria de produção, o que sinaliza uma mudança de postura da emissora em relação ao conteúdo pensado exclusivamente para o celular.