A preparação de Paraíso Perdido avançou com a entrada de Julio Andrade, Hermila Guedes e MC Cabelinho. Os três formalizaram seus vínculos na segunda-feira (10) e já participam dessa etapa da produção, planejada para chegar ao Globoplay em 2027. A Globo está próxima de concluir a composição do elenco.

A chegada do trio foi antecipada por Gabriel Vaquer, da coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo. A novela é criada e escrita por George Moura e Sergio Goldenberg e terá direção artística de Joana Jabace. A história, com 40 capítulos, toma a dramaturgia de Nelson Rodrigues como inspiração livre.

Julio Andrade interpretará Herculano, um viúvo que encontra em Geni a possibilidade de viver um novo relacionamento. Hermila Guedes será Geni, ex-garota de programa por quem ele se apaixona. Andrade não fazia novelas desde uma participação em Vale Tudo (2025). Hermila, por sua vez, retorna ao gênero 14 anos depois de Amor Eterno Amor (2012).

MC Cabelinho viverá Guará, personagem vinculado à empresa de ônibus que serve de ambiente para uma das linhas dramáticas da obra. A participação representa a volta do cantor às novelas da Globo depois de Vai na Fé (2023).

A preparação iniciada nesta semana também reúne Alanis Guillen, Alexandre Nero, Juan Paiva, Larissa Bocchino, Juliano Floss, Carol Garcia, Eduardo Sterblitch, Maeve Jenkings, Bruno Mazzeo e Vilma Melo, entre outros nomes já confirmados.

O protagonista é Werneck, vivido por Alexandre Nero. Dono de um império construído no setor de transportes, ele leva para as relações públicas e familiares a mesma obsessão por controle associada à trajetória que o conduziu ao sucesso.

A filha caçula de Werneck é Maria Cecília, papel de Alanis Guillen. Vista pelo pai como expressão de pureza e perfeição, ela é conhecida como Princesa do Leme. Apesar dessa imagem, a personagem ultrapassa limites em busca do que deseja e parece querer, mesmo sem perceber, tornar-se uma versão feminina do próprio pai.

Em nota divulgada pela Globo, George Moura definiu o trabalho com as peças de Nelson Rodrigues como um desafio gigante e sedutor. Segundo o autor, a novela une enredos criados para a produção a personagens de Rodrigues que ele descreveu como encantadores e ambíguos.

Joana Jabace afirmou que sua abordagem não pretende suavizar a obra do dramaturgo nem corrigir o autor. Para a diretora, o desafio está em preservar a força brutal dos conflitos e, ao mesmo tempo, mudar o ponto de vista, revisitando esse universo sob uma perspectiva feminina.