Marcelo Pereira e Sabina Simonato. Foto: Jornal Nacional/Reprodução
Marcelo Pereira e Sabina Simonato. Foto: Jornal Nacional/Reprodução

No ar desde 1º de fevereiro de 2025, a versão nacional do Bom Dia Sábado tem chamado a atenção nos bastidores da TV Globo. Apesar de registrar recorde de audiência no último fim de semana — 7,7 pontos no Kantar Ibope Media —, o retorno comercial do telejornal ainda não corresponde às expectativas da emissora.

De acordo com o colunista Gabriel de Oliveira (O Dia), a atração consome mensalmente valores milionários em sua produção, cifra considerada elevada diante do faturamento obtido no mercado publicitário.

Em seus primeiros sete meses de exibição, a média de audiência do Bom Dia Sábado tem se mantido próxima à alcançada pelo É de Casa, programa que ocupava a faixa anteriormente. A Globo esperava que o novo formato trouxesse crescimento significativo no ibope, mas até o momento o desempenho se mostra apenas estável.

Busca por novos apresentadores

Outro ponto que pressiona a direção da emissora é a necessidade de ajustar o time de âncoras. Sabina Simonato e Marcelo Pereira, que atualmente comandam o matinal, seguirão exclusivamente no Bom Dia SP.

A Globo estuda nomes para substituí-los, mas enfrenta resistência interna: poucos jornalistas estariam dispostos a trabalhar aos sábados sem contrapartida salarial. Esse é hoje um dos maiores entraves para a consolidação do projeto.

Origem do formato

Embora em rede nacional seja novidade, o Bom Dia Sábado nasceu em 2018 em afiliadas como RPC Curitiba, TV Sergipe, TV Bahia e Rede Amazônica. Nessas praças, o programa trazia um resumo dos principais fatos da semana e das últimas horas, exibido inicialmente das 8h às 9h, no horário de Brasília.

A boa recepção local motivou a Globo a ampliar o projeto para todo o país em 2025, dentro da estratégia de reforçar o jornalismo nas manhãs de sábado.