A TV Globo oficializou nesta semana a próxima novela das 18h que substituirá o fenômeno de reprises Êta Mundo Bom! a partir de março de 2026. Trata-se de "A Nobreza do Amor", uma obra original assinada por Duca Rachid, Elísio Lopes Jr. e Júlio Fischer, autores consagrados por projetos que mesclam realismo poético e temas sociais.
A novela será ambientada inicialmente em um reino fictício africano, em um tempo remoto e simbólico, com forte inspiração em fábulas e narrativas mitológicas. Em seguida, a história migra para o Nordeste brasileiro dos anos 1920, onde se desenvolverá a maior parte da trama. A proposta é costurar um enredo que una fantasia, mitologia africana, romance e identidade cultural afro-brasileira.
A protagonista será uma mulher negra, reafirmando o compromisso da emissora com a representatividade étnico-racial e a valorização da diversidade nas novelas. A expectativa é de que a obra traga uma nova abordagem ao horário das seis, combinando a estética do cordel, já explorada em Cordel Encantado (2011), com elementos afro-diaspóricos e universos simbólicos pouco retratados na teledramaturgia tradicional.
Camila Pitanga cotada para o elenco
Segundo a colunista Duh Secco, a atriz Camila Pitanga está entre os nomes considerados para o elenco da produção. A artista, que ganhou notoriedade recentemente por sua atuação como a vilã Lola na novela Beleza Fatal, da plataforma Max, também apareceu em participação especial na atual trama das 19h, Dona de Mim.
A possível escalação de Camila reforça o movimento da Globo de se reconectar com talentos que marcaram época em seu casting, além de dar protagonismo a intérpretes que dialogam diretamente com as pautas sociais e culturais que a emissora busca destacar em sua dramaturgia.
Com "A Nobreza do Amor", a Globo busca trazer um novo fôlego ao horário das 18h, tradicionalmente conhecido por histórias mais clássicas. A ambientação africana, aliada ao cenário do sertão dos anos 1920, promete criar uma identidade visual e narrativa rica, unindo a ancestralidade africana à brasilidade nordestina, algo inédito na teledramaturgia da faixa.
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