Fátima Bernardes. Foto: Divulgação/SBT
Fátima Bernardes. Foto: Divulgação/SBT

Fátima Bernardes abriu conversas para um novo projeto de entretenimento com o SBT a partir de 2026, em movimento que pode redesenhar sua presença na TV aberta após um período prolongado de indefinição profissional. Segundo informação publicada por Carla Bittencourt, no portal LeoDias, a negociação envolve diretamente a executiva Daniela Beyruti, com Patrícia Abravanel atuando como ponte entre as partes.

Desde que deixou o ‘Encontro’ em julho de 2022, a jornalista passou a apostar em formatos por temporada, mais compatíveis com a agenda que buscava naquele momento. Ela apresentou a última edição do ‘The Voice Brasil’ naquele mesmo ano e, em outubro de 2023, estreou no GNT o programa ‘Assim Como a Gente’, dedicado a conversas íntimas sobre relacionamentos. Desde então, não voltou a comandar um produto fixo na TV aberta.

Internamente, na antiga emissora, dois pilotos gravados com Fátima para novas atrações foram reprovados, o que prolongou a sensação de espera por um projeto à altura de sua história no vídeo. A ausência de uma proposta concreta de reposicionamento definitivo na grade foi sendo percebida por quem acompanha o caso como um sinal de que o espaço da apresentadora ali já não era prioritário como antes.

Do outro lado, o SBT atravessa um ciclo de reestruturação editorial e comercial e tenta reposicionar sua programação de entretenimento para os próximos anos. Sob a liderança de Daniela Beyruti, a emissora procura nomes capazes de reforçar credibilidade, atrair anunciantes e conversar com públicos que hoje migram com facilidade entre TV aberta, cabo e plataformas digitais. Formatos semanais ou por temporada, justamente o modelo desejado por Fátima desde a saída do ‘Encontro’, estão entre as possibilidades estudadas.

A eventual chegada de Fátima a outro canal também dialoga com um movimento mais amplo do mercado, no qual grandes apresentadores reavaliam contratos de longo prazo e procuram acordos mais flexíveis, alinhados a projetos multiplataforma e a maior controle sobre agenda e imagem. Nesse cenário, uma mudança de casa deixa de ser apenas um gesto individual e passa a sinalizar como emissoras e talentos rediscutem poder de barganha, visibilidade e prioridades de programação.

Depois de dois anos e meio circulando por projetos pontuais e testes sem desfecho, a jornalista sinaliza disposição para ouvir novas propostas e reequilibrar a própria presença na TV aberta, movimento que, se confirmado, tende a ser lido como uma das mudanças mais simbólicas da dinâmica entre emissoras e talentos recentes.