A Globo decidiu reformular seu reality musical mais uma vez e já definiu a principal virada da próxima temporada. Rebatizado de “Estrelas da Casa”, o programa deixa de apostar apenas em trajetórias individuais e passa a mirar a criação de grupos musicais ao longo da competição.

A mudança foi apresentada em uma nova chamada com Ana Clara, que detalha a proposta da terceira edição. A atração agora quer reunir cantores de estilos diferentes em uma experiência acompanhada de perto pelo público, desde a convivência inicial até o desenvolvimento e o lançamento dos grupos formados dentro do programa.

Mesmo com o foco coletivo, a porta de entrada continua individual. As inscrições já estão abertas no Portal de Entretenimento da Globo, o Gshow, e cada candidato deverá se inscrever sozinho para tentar avançar na dinâmica que vai montar as formações musicais ao longo da temporada.

A reformulação marca a segunda troca relevante no desenho do reality. No ano passado, a Globo já havia mexido na estrutura do programa ao colocá-lo menos tempo no ar e ao incorporar Michel Teló à equipe na função de mentor, num movimento para ajustar a atração depois da primeira fase do projeto.

Criado como um formato original da emissora, “Estrelas da Casa” foi pensado para revelar novos talentos da música brasileira e aproximar esses artistas do público. A nova fase amplia essa proposta ao deslocar parte do interesse para a química entre vozes, repertórios e perfis distintos dentro de um mesmo grupo.

A exibição seguirá distribuída ao longo da semana. O reality vai ao ar de segunda a sábado, depois da novela das nove, e também aos domingos, após o “Fantástico”, preservando a faixa de grande visibilidade na programação da Globo.

Nos bastidores, o projeto tem produção de Maiana Timoner e Rodrigo Tapias, direção geral de Aída Silva e Carlo Milani, além de direção de gênero de Rodrigo Dourado. A equipe reúne profissionais com trabalhos em formatos como “Big Brother Brasil” e “The Masked Singer Brasil”.

A Globo tenta usar essa nova estrutura para renovar o apelo do reality e ampliar seu alcance dentro do entretenimento musical. Ao trocar a lógica do talento isolado pela construção de grupos, a emissora busca um formato com mais conflito, mais identificação coletiva e mais potencial de repercussão ao longo da temporada.