Após alguns anos longe dos papéis centrais, Dira Paes está de volta ao horário nobre da Globo como uma das protagonistas de Três Graças, nova novela de Aguinaldo Silva, que estreia no dia 20 de outubro, na faixa das 21h. A produção marca o reencontro da atriz com o autor de Fina Estampa (2011) e simboliza um novo momento em sua trajetória.

“Sinto que o público está voltando a se apaixonar por novelas. Existe um carinho renascendo, um interesse pelos personagens que emocionam. E Três Graças chega nesse momento certo, com humor, crítica social e afeto — essa mistura que o Aguinaldo sabe fazer tão bem”, declara Dira.

Na trama, a atriz interpreta Lígia Maria das Graças, mulher forte e resiliente que criou a filha Gerluce (Sophie Charlotte) sozinha após ser abandonada por Joaquim (Marcos Palmeira). No presente, ela compartilha a casa — e a vida — com a filha e a neta Joélly (Alana Cabral), formando um núcleo familiar que reflete amor, cumplicidade e gerações de mulheres.

“A Lígia enfrentou tudo com coragem, mas sem perder a ternura. Ela acredita na alegria, mesmo quando a vida pesa. Fez um pacto de felicidade com a família, e isso é o que a mantém viva. A gente precisa falar dos afetos, não só das dores”, comenta a atriz.

O reencontro com Marcos Palmeira é motivo de celebração. A dupla já contracenou em produções marcantes como Pantanal (2022).

“O Marquinhos é um parceiro de vida. Já fomos irmãos, inimigos, amigos, amantes... agora somos ex-marido e ex-mulher. É uma relação marcada por mágoas, mas ainda com amor. Isso é muito bonito de explorar”, reflete Dira.

Ela também exaltou a conexão com Sophie Charlotte e Alana Cabral, intérpretes de sua filha e neta:

“A Sophie é cheia de sensibilidade, e a Alana, que eu conheço desde Verão 90, continua encantadora. Estar cercada por essas duas artistas é um privilégio — somos três mulheres fortes.”

Durante os ensaios, o elenco buscou construir uma verdadeira relação familiar.

“Desde o primeiro dia, a gente se comprometeu a criar laços reais. Não pode haver dúvida de que essas mulheres se amam, e conseguimos isso naturalmente. Meu coração está feliz mesmo”, afirma Dira, sorrindo.

Com mais de três décadas de carreira, a atriz avalia as transformações da televisão e o impacto das novas mídias:

“A arte muda junto com o tempo. Eu não vejo a internet e a TV como rivais, mas como complementares. Hoje, tem ator virando influenciador e influenciador virando ator. É a arte se expandindo.”

Para Dira, o essencial continua sendo emocionar:

“O formato pode mudar, mas o que sustenta tudo é a emoção. Pode ser uma novela, um filme ou um vídeo de um minuto — o importante é tocar as pessoas. Três Graças faz isso, porque fala da vida real, das mulheres que constroem o país todos os dias.”

Com informações do jornal Folha de São Paulo.

🕰️ Linha do Tempo da Carreira de Dira Paes na TV

Anos 1980 – O início na teledramaturgia

  • 1986 – “Carne de Sol” (Band): estreia na TV como Karine, marcando o início de uma trajetória sólida.
  • Participações em produções regionais e minisséries, consolidando-se como um novo talento da ficção nacional.

Anos 1990 – Consolidação na Globo

  • 1990 – “Araponga” (Globo): vive Nininha, papel que lhe deu projeção nacional.
  • 1995 – “Irmãos Coragem” (remake): interpreta Potira.
  • 1998 – “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (minissérie): como Celeste, reforça sua presença em tramas de época.
  • 1999 – “Chiquinha Gonzaga” (minissérie): vive Vitalina.
  • 1999 – “Força de um Desejo” (Globo): interpreta Palmira, um de seus papéis mais elogiados no período.

Anos 2000 – Popularidade e reconhecimento

  • 2003–2007 – “A Diarista” (Globo): sucesso como Solineuza, ao lado de Cláudia Rodrigues. O papel rendeu prêmios e virou ícone popular.
  • 2005 – “Brasil Feito à Mão” (GNT): apresenta programa sobre cultura e artesanato brasileiro.
  • 2009 – “Caminho das Índias” (Globo): vive a irreverente Norminha, personagem que a consagra no humor e conquista o público.

Anos 2010 – Versatilidade e amadurecimento artístico

  • 2011 – “Fina Estampa” (Globo): retorna a uma trama de Aguinaldo Silva como Celeste, mulher que enfrenta a violência doméstica.
  • 2012 – “As Brasileiras” (Globo): protagoniza o episódio A Doméstica de Vitória.
  • 2012 – “Salve Jorge” (Globo): interpreta Lucimar, mãe da protagonista Morena (Nanda Costa).
  • 2014 – “Amores Roubados” (minissérie): vive a rica Celeste.
  • 2014 – “O Rebu” (remake): dá vida à inspetora Rosa, papel de destaque em trama policial.
  • 2015 – “Criança Esperança” (Globo): torna-se apresentadora e mobilizadora do projeto social.

Anos 2020 – Reconhecimento e maturidade

  • 2018 – “Pureza” (filme): protagoniza a obra inspirada em fatos reais sobre trabalho escravo, premiada em festivais.
  • 2019 – “Verão 90” (Globo): vive Janaína, mãe batalhadora que rivaliza com Lidiane (Cláudia Raia).
  • 2022 – “Pantanal” (Globo): interpreta Filó, uma das personagens mais queridas do público, reforçando seu prestígio nacional.
  • 2025 – “Três Graças” (Globo): assume papel de destaque como Lígia Maria das Graças, marcando nova fase em sua carreira.