Na quarta-feira, 3 de dezembro, a Calçada da Fama instalada nos estúdios do canal realizou sua segunda edição e eternizou 15 nomes centrais da história da TV brasileira. A cerimônia teve abertura do diretor Amauri Soares e condução de Maria Beltrão, reforçando o espaço como marco permanente de reconhecimento a carreiras que moldaram a memória afetiva do público.

Lançada em outubro deste ano, a iniciativa integra o calendário institucional e consolida um rito de preservação do patrimônio cultural da TV. Ao reunir gerações distintas em um mesmo evento, o projeto organiza a narrativa do legado em torno de trajetórias de grande visibilidade — de Susana Vieira a Tony Tornado, de Marcos Caruso a Nívea Maria — com estrelas que funcionam como registro histórico e gesto de afeto.

A lista desta edição inclui Regina Duarte, Vera Fischer, Othon Bastos, Irene Ravache, Luiz Fernando Guimarães, Zezé Motta, Walter Carvalho, Osmar Prado, Arlete Salles e Daniel Filho, entre outros. Alguns homenageados não estiveram presentes, como Daniel Filho, Osmar Prado e Arlete Salles, mas tiveram suas estrelas inauguradas, mantendo o princípio de continuidade do projeto.

O espírito de tributo foi sublinhado no discurso de abertura: “Esse evento entrou para o nosso calendário. É o momento de fazer um tributo para as pessoas que construíram a televisão que a gente conhece [...] de tempos em tempos estaremos aqui, para colocar novos nomes e novas estrelas nessa constelação”, disse Amauri Soares. Entre os depoimentos, Luiz Fernando Guimarães destacou sua trajetória que passa pelo grupo ‘Asdrúbal Trouxe o Trombone’: “Tenho uma história muito bonita aqui e sou muito grato [...] por estar dividindo esse momento com tantos colegas queridos”.

Também houve menções a marcos populares e ao alcance internacional das obras. Vera Fischer resumiu a relação de décadas com o público: “Aqui eu fiz trabalhos muito lindos [...] Agora tem o Globoplay, as pessoas muito emocionadas com os meus trabalhos”. Dedé Santana conectou sua estrela à tradição circense e ao humor de ‘Os Trapalhões’: “Eu me orgulho muito de falar que eu levei o humor do circo para a televisão”. Já Susana Vieira reforçou a dimensão afetiva da homenagem: “Eu amo ter ajudado a fundar essa empresa [...] Eu me sinto uma pessoa realizada”.

A segunda edição amplia a constelação inaugurada em outubro e oferece um mapa de memória que atravessa gêneros, épocas e formações artísticas. Com depoimentos que reiteram pertencimento e continuidade — e com ausências justificadas devidamente registradas — o projeto fixa na pedra a relevância de intérpretes, diretores e criadores, garantindo que essa história permaneça visível para novas gerações e referenciais críticos do setor.