Sandra Redivo. Foto: Divulgação/Band
Sandra Redivo. Foto: Divulgação/Band

A Band promove uma mudança histórica na apresentação de seu principal jornalístico policial ao escalar pela primeira vez uma mulher para comandar a edição nacional. A decisão representa uma quebra de padrão em um programa que, ao longo de sua trajetória, manteve apenas homens à frente da bancada nas substituições do titular.

Segundo apurou o jornalista Gabriel de Oliveira (O Dia), Sandra Redivo conquistou a aprovação dos executivos da emissora após gravar episódios-teste que demonstraram seu domínio do formato. A jornalista assume o comando do Brasil Urgente no dia 28 de fevereiro, durante a folga de Joel Datena, que permanece como âncora principal da atração. A estreia marca o fim da exclusividade masculina nas substituições, já que até então apenas Felipe Garraffa e Lucas Martins se revezavam nas férias e ausências do apresentador.

A escolha ganha relevância estratégica considerando o desempenho sólido do programa na praça paulista. O Brasil Urgente costuma ostentar a terceira posição do Ibope na Grande São Paulo, registrando médias entre 3 e 4 pontos de audiência. Esse resultado coloca a atração em patamar competitivo e ajuda a impulsionar os índices do Jornal da Band, que também costuma ficar à frente do SBT Brasil no horário.

A escalação de Sandra Redivo reflete um movimento de renovação no casting do jornalístico sem alterar a essência do programa. A Band aposta na capacidade da jornalista de manter a identidade editorial consolidada por Datena, ao mesmo tempo que introduz uma perspectiva inédita na apresentação. A emissora avalia que a diversificação no comando pode atrair novos segmentos de público sem comprometer a audiência fiel.

Com a estreia marcada para o fim de fevereiro, a Band observa de perto como o público receberá a primeira apresentadora mulher no Brasil Urgente nacional, uma mudança que pode indicar novos rumos na estratégia de programação do jornalismo policial da emissora.