
A Record avança em sua estratégia de grandes produções bíblicas ao oficializar uma nova adaptação de ‘Ben-Hur’, superprodução que estreia no segundo semestre de 2026. O projeto reúne texto de Cristiane Cardoso e direção de Leo Miranda, combinando narrativa épica, tratamento visual moderno e infraestrutura tecnológica desenvolvida para reposicionar a dramaturgia da emissora em escala nacional e internacional.
A obra deriva do romance Ben-Hur: Uma História dos Tempos de Cristo, de Lew Wallace, e situa sua trama na Judeia sob domínio romano. Com 50 capítulos, a série será gravada integralmente no Brasil, repetindo o modelo aplicado em ‘Paulo, o Apóstolo’ e ‘O Senhor e a Serva’. A pesquisa de locações começa em janeiro e definirá cenários que sustentem a ambientação histórica.
A Casablanca assume a execução dos efeitos visuais e da produção virtual, replicando tecnologias empregadas em produções internacionais de grande escala. O objetivo é garantir realismo cinematográfico, cenários expansivos e reconstruções históricas compatíveis com uma narrativa centrada em batalhas, política imperial e dramas familiares.
Escalação e eixos dramáticos
O protagonismo cabe a Vinícius Redd, reconhecido por trabalhos em ‘Gênesis’, ‘Reis’ e ‘A Rainha da Pérsia’. Ele interpreta Judá Ben-Hur, herdeiro de uma família nobre marcado pela ruptura com o melhor amigo, Messala. O antagonista será vivido por Rômulo Weber, embora a produção também destaque Miguel Moro, que, após interpretar Bruno em ‘Vale tudo’, dará vida a uma versão de Messala na etapa preparatória do elenco.
O projeto inclui ainda Floriano Peixoto, ampliando a presença de atores experientes no núcleo romano. No eixo afetivo, Pâmela Tomé assume o papel de Ester, grande amor de Judá, enquanto Ingrid Conte interpreta o par romântico de Messala. Segundo a sinopse, a narrativa articula temas de fé, justiça e redenção, sustentados por conflitos morais e rivalidades pessoais que estruturam a trajetória dos protagonistas.
Estrutura épica e ambição internacional
A Record considera a montagem de ‘Ben-Hur’ um passo estratégico para consolidar sua identidade cristã, mas também entende o projeto como uma via de conexão com a literatura clássica e o mercado global de entretenimento. A emissora aposta em figurinos elaborados, cenários grandiosos e uso amplo de tecnologia digital para dialogar com um público que acompanha superproduções históricas em diferentes plataformas.
O investimento reforça a tradição da teledramaturgia brasileira em narrativas de época, agora combinada a uma estética mais moderna e a processos técnicos de alto padrão. A expectativa é que a série amplie o alcance internacional da emissora e sirva como vitrine da fase atual de sua produção bíblica.
As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

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