Apresentadores do Perrengue na Band. Foto: Divulgação
Apresentadores do Perrengue na Band. Foto: Divulgação

A renovação do “Perrengue” na Band saiu acompanhada de um freio pesado no custo. Para manter Tatola Godas, Ângelo Campos, Ricardo Mendonça e Dennys Motta no ar aos domingos, a emissora fechou um novo acordo até dezembro de 2027 com redução de 60% nos vencimentos do quarteto.

A costura do contrato aconteceu nos últimos dias e partiu de uma leitura prática dos dois lados. Sem perspectiva de realocação em outra TV, os integrantes aceitaram a proposta da Band, que trata a permanência do grupo como parte da busca por uma nova atração dominical sem abrir mão de quem já ocupa a faixa.

O problema é que o “Perrengue na Band” segue na grade com desempenho bem abaixo do que já entregou. No melhor momento, em 2022, o humorístico marcou 3,4 pontos na Grande São Paulo. A média parcial de 2026 caiu para 1,5 ponto, menos da metade do resultado alcançado na fase de maior fôlego da atração.

Esse desgaste recente ajuda a explicar a decisão tomada com a versão diária. O programa saiu do ar depois de perder força e entrar na rota de contenção de gastos da emissora, que passou a rever operações mesmo em formatos de produção mais enxuta.

Ainda assim, o custo com os apresentadores pesava na conta. Embora a edição diária tivesse despesa reduzida, a soma dos salários de Tatola, Ângelo, Ricardo e Dennys impedia que o projeto operasse no azul, mesmo com o desempenho comercial sustentado pela edição exibida aos domingos.

Ao manter o “Perrengue” no ar com salários rebaixados, a Band tenta preservar um produto já conhecido da faixa dominical enquanto reduz a pressão financeira sobre a operação e ganha tempo para buscar uma solução mais robusta para o dia.