A Band recuou nas tratativas para reativar o CQC em sua programação de 2025. Segundo informações do jornalista Gabriel de Oliveira, do jornal O Dia, o projeto não encontrou respaldo no mercado publicitário e enfrenta resistência entre nomes centrais da formação original, tornando a retomada inviável no curto prazo.

O plano da emissora era escalar uma nova versão do Custe o Que Custar para substituir Galvão e Amigos, programa que deixará a grade com a transferência de Galvão Bueno para o SBT. A proposta, no entanto, foi considerada ultrapassada por anunciantes e por ex-integrantes da atração, que a avaliaram como difícil de ser replicada no cenário político e midiático atual.

Produzido entre 2008 e 2015, o CQC consolidou-se como um marco da Rede Bandeirantes ao misturar humor ácido, jornalismo opinativo e crítica política. Adaptação do argentino Caiga Quien Caiga, o formato teve como apresentadores Marcelo Tas, Marco Luque e Rafinha Bastos, além de repórteres como Danilo Gentili, Felipe Andreoli, Monica Iozzi, Dani Calabresa e Rafael Cortez.

A linguagem sarcástica e a abordagem provocativa consolidaram o programa como um veículo de contestação social, com pautas voltadas à fiscalização do poder público, direitos humanos e justiça social. Apesar de controvérsias, o CQC influenciou formatos subsequentes e deixou uma marca duradoura na interseção entre humor e jornalismo televisivo.

Com o enfraquecimento do apoio comercial e a ausência de adesão de figuras centrais do elenco original, a Band enfrenta um impasse criativo e estratégico. O projeto, embora não oficialmente cancelado, foi retirado da linha de frente do planejamento de 2025 e permanece, por ora, sem cronograma definido.