Carlos Alberto de Nóbrega chega aos 90 anos com uma homenagem em horário nobre no SBT. Nesta quinta-feira, 12 de março, às 22h45, o apresentador será surpreendido em uma edição especial de A Praça é Nossa, gravada no tradicional banco do programa e cercada por convidados que ajudam a celebrar sua trajetória na televisão brasileira.

A comemoração reúne figuras conhecidas do público e também reforça o peso histórico da atração dentro da emissora. No ar pelo SBT desde 1987, A Praça é Nossa atravessou décadas como um dos espaços mais duradouros do humor na TV aberta, abrigando gerações de artistas, personagens populares e esquetes que se mantiveram vivas no imaginário do público. Essa história também se mistura à da família Nóbrega: começa com Manoel de Nóbrega, ganha continuidade com Carlos Alberto e hoje segue com Marcelo de Nóbrega, diretor do programa e presença frequente em quadros da atração.

Sem saber quem participaria da gravação, Carlos Alberto é surpreendido ao longo da edição por Patrícia Abravanel, Renata Nóbrega, Ratinho, Boninho, Alexandre Frota, Raul Gil, Fábio Rabin, Ronnie Von, César Filho, Marcelo Médici, Luis Ricardo, Nany People, Thiago Barnabé e Gaby Cabrini. Além das homenagens e das lembranças compartilhadas no palco, os convidados entram no jogo do humor e passam a contracenar com os personagens da Praça em situações montadas especialmente para a ocasião.

Um dos encontros da noite coloca Nina diante de Paty, personagem vivida por Patrícia Abravanel. A cena aposta numa dinâmica de entusiasmo, curiosidade e confusão, com trocadilhos e interpretações tortas da realidade. Em outro momento, Bruna Feitoria divide o banco com Renata Nóbrega e toma conta do ambiente com sua postura expansiva, criando uma combinação de elegância e descontrole na medida certa.

Ratinho surge como Mestre Massa em um dos quadros mais caóticos do especial. Ao lado de Cucurucho, ele transforma a praça em território sem freio, diante de Carlos Alberto, com previsões completamente desconexas que levam a cena a um desfecho explosivo. Já Boninho aparece envolvido numa das costumeiras histórias de Paulinho Gogó, que chega disposto a narrar mais um “fato venério” e garante, com convicção, que desta vez o enredo inclui gente importante da televisão. Enquanto tenta acompanhar a lógica da narrativa, Boninho passa a desconfiar de que virou personagem de uma história que talvez nunca tenha vivido.

Alexandre Frota entra na sequência ao lado de Os Falidos, que desembarcam com promessas de negócios milionários, empresas de sucesso e soluções improváveis para a própria crise. No meio da conversa, Teleco acaba envolvido num projeto tão grandioso quanto duvidoso. Em outra frente, Porpetone aparece caracterizado como Raul Gil e encontra justamente um calouro imitador, abrindo espaço para uma disputa de bordões, trejeitos e referências aos antigos programas de auditório, enquanto Carlos Alberto acompanha a cena divertindo-se com o “duelo de Raul Gils”.

Fábio Rabin participa de um embate bem-humorado com Kilbert, marcado por comentários ácidos sobre comportamento, comédia e as excentricidades humanas. O tom provocador cresce à medida que os dois transformam qualquer assunto banal em motivo para confronto cômico. Em registro diferente, Ronnie Von surge como um príncipe atendido por Dra. Rosângela, que improvisa um consultório no banco da praça e conduz a consulta com o método peculiar que já virou marca da personagem.

César Filho também integra a homenagem em um encontro com João Plenário. Provocado a explicar suas “estratégias administrativas”, o personagem responde com longos raciocínios, justificativas elaboradas e soluções pouco objetivas para problemas públicos, enquanto Carlos Alberto observa tudo com atenção. Já Marcelo Médici aparece como Zoinho para dividir cena com Mané Marreco, numa conversa em que as lembranças se embaralham e a lógica parece definitivamente tirar folga.

Foto: Rogerio Pallatta/SBT
Foto: Rogerio Pallatta/SBT

Entre os momentos especiais da edição, Carlos Alberto ainda contracena com Marcelo de Nóbrega e Luis Ricardo em uma sequência que parte de uma conversa sobre trabalho, televisão e contratempos cotidianos, mas muda completamente de rumo por causa de açucareiros entupidos. O detalhe banal vira gatilho para mais uma cadeia de gargalhadas.

O especial também reserva espaço para Chico da Tiana, que surge com seu jeito simples e direto para conversar com Nana, personagem de Nany People, em uma troca marcada por comentários jocosos e tiradas rápidas sobre o aniversário de um colega. Depois, o clima muda mais uma vez com a chegada de O Bêbado e Barnabela, envolvidos numa discussão sobre um bilhete premiado. Entre acusações, trocadilhos e lembranças confusas, a dupla tenta decidir quem ficaria com o prêmio, enquanto Carlos Alberto mal encontra espaço para colocar ordem na confusão.

Gaby Cabrini entra em cena ao lado de Mhel Marrer, que aparece com opinião para tudo e conduz a conversa como se a praça tivesse virado um corredor de fofoca premium, onde informação e imaginação andam juntas. O encerramento reúne todo o elenco em um “Parabéns” especial, com bolo, coreografia e número musical preparado para a celebração. A paródia, escrita por Mhel Marrer, tem Paulinho Gogó na voz principal e fecha a noite com todos em cena.

Com encontros improváveis, personagens clássicos e convidados dispostos a embarcar no espírito do programa, A Praça é Nossa transforma o aniversário de Carlos Alberto de Nóbrega em uma grande festa televisiva, celebrando uma carreira que atravessa gerações do humor brasileiro.