
A Record, por meio de sua produtora interna Seriella, anunciou três ambiciosas produções bíblicas para os próximos anos — a série Amor em Ruínas (35 capítulos), a supersérie Ben-Hur (50 capítulos) e o spin-off As Sete Marias (4 episódios). Cada projeto terá equipe própria, com diretores já definidos e ênfase em temas de fé, moral e narrativa histórica.
Alexandre Avancini comandará Amor em Ruínas, Leo Miranda dirigirá Ben-Hur e Vicente Guerra ficará à frente de As Sete Marias. Ainda falta definir quem assumirá Judas e a equipe da novela vertical em desenvolvimento.
Amor em Ruínas
Desenvolvida para 35 capítulos e atualmente em fase de roteirização, Amor em Ruínas terá direção de Alexandre Avancini e abordará os dilemas espirituais do povo de Israel diante do afastamento dos princípios divinos. A trama pretende dramatizar episódios bíblicos que ilustram a queda moral e espiritual de Israel ao se desviar da vontade de Deus, propondo uma narrativa sobre fé, perdão e redenção.
A série será distribuída pela plataforma UniverVídeo, da Igreja Universal, que vem ampliando o investimento em produções de temática cristã. O roteiro é de Cristiane Cardoso, que definiu o projeto como uma reflexão sobre a força do amor mesmo em meio à ruína.
Ben-Hur
Com 50 capítulos, Ben-Hur é a maior aposta da Seriella para 2026. Ambientada na Judeia sob domínio romano, a produção contará com tecnologia de ponta — a Casablanca será responsável pelos efeitos visuais e pela produção virtual, garantindo realismo cinematográfico.
Vinícius Redd interpretará Judá Ben-Hur, herdeiro de uma família nobre traído por seu melhor amigo, Messala, vivido por Rômulo Weber. O embate entre os dois conduzirá uma trama marcada por fé, justiça e redenção. A supersérie também contará com exibição em TV aberta e plataformas de streaming, consolidando a Record como principal produtora de dramas bíblicos da televisão brasileira.
As Sete Marias
Spin-off direto de Ben-Hur, a minissérie As Sete Marias terá quatro episódios e trará a atriz Allana Lopes como protagonista. A trama apresenta uma releitura contemporânea e emocional da trajetória de Maria Madalena, explorando suas conexões humanas e espirituais e dando destaque às personagens femininas da era de Jesus.
Dirigida por Vicente Guerra, a produção busca retratar uma nova perspectiva sobre as mulheres que viveram à época de Cristo, oferecendo uma abordagem mais sensível e introspectiva.
Estratégia e contexto
Com essas três produções, a Record reforça sua estratégia de investir em conteúdos bíblicos e históricos de alto padrão técnico. A parceria entre Seriella e Casablanca eleva o nível de produção nacional, enquanto o apoio da UniverVídeo fortalece a presença da emissora no streaming.
A emissora ainda prepara Judas e uma novela vertical, ambos em fase inicial, sinalizando um plano de longo prazo para diversificar o portfólio de obras de fé e expandir a audiência em múltiplas plataformas.

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