O Altas Horas deste sábado, dia 12 de julho, prepara uma edição especial marcada por uma mistura potente de estilos musicais que conquistam milhões de brasileiros: o rock nacional e o sertanejo. Com apresentações inéditas, colaborações surpreendentes e homenagens marcantes, o programa celebra os pontos de conexão entre os dois gêneros, com artistas de diferentes gerações no palco de Serginho Groisman.

🎤 Clássicos do sertanejo e a força do rock em um só palco

Abrindo o programa, Chitãozinho & Xororó relembram momentos importantes da trajetória da dupla, como a decisão de misturar viola caipira com guitarra elétrica, transformando para sempre o som do sertanejo moderno. “Foi procurando um arranjo mais pesado que chegamos na gravação de ‘Evidências’”, destaca Chitãozinho. Os irmãos interpretam sucessos como “Sinônimos” e “Fogão a Lenha”, emocionando o público.

Na mesma linha de homenagem à música caipira, Vanessa da Mata apresenta uma versão inédita de “Vá pro Inferno com Seu Amor”, com arranjos de guitarra, revelando sua admiração pelo gênero. A cantora ainda compartilha um episódio inusitado: a presença de Mick Jagger em um de seus shows.

Chico Chico, filho de Cássia Eller, também presta tributo à música brasileira com “Menino Bonito”, de Rita Lee, e comenta sua trajetória profissional, que teve início inspirado pela mãe, um dos maiores ícones do rock nacional dos anos 1990.

🎸 Gerações unidas pela música

Os filhos de Chitãozinho, Enrico e Allison, também participam da edição. Enrico conta sobre seu início no teatro, enquanto Allison ressalta a proximidade entre o country e o rock: “Eu fui mais puxado para o country no sertanejo, mas toquei muito rock também. Quem conhece sabe que os estilos andam lado a lado”. Em parceria com a Família Lima, os irmãos interpretam “Pura Emoção”.

Do universo do rock nacional, Beto Bruno, vocalista da Cachorro Grande, e Egípcio, da Tihuana, comemoram os 25 anos de estrada de suas bandas. “A Cachorro Grande começou em 1999 e lançamos nosso primeiro disco em 2001. Estamos em turnê por todo o país”, diz Beto. Já Egípcio celebra a participação no palco do festival The Town e relembra o início da Tihuana no ano 2000.

🎶 Viola raiz, punk e pop dividem espaço

Os sertanejos Mayck & Lyan, conhecidos pela preservação do moda de viola, cantam “Fio de Cabelo” e “Menino da Porteira”, e recebem elogios de Tiago Iorc, que os define como “resistência cultural”. Iorc ainda divide o palco com Paula Fernandes em um medley com as faixas “Separação” e “Meu Disfarce”. A cantora, por sua vez, surpreende ao revelar que já cantou Alanis Morissette e até Iron Maiden nos tempos em que se apresentava em bares.

Já o punk nacional é representado por Clemente, integrante das bandas Inocentes e Plebe Rude, que faz uma conexão entre os gêneros ao citar a Patife Band como exemplo de grupo que fundiu o rock com o sertanejo. No palco, Clemente interpreta “Flores”.

Quem também faz participação especial é Ritchie, um dos maiores nomes do pop-rock brasileiro, que revive o clássico “Menina Veneno”. Ele comenta sua paixão pela música country americana: “Sempre adorei country music, e o sertanejo aqui tem todo sabor”, declarou.

🕰️ Memória Altas Horas homenageia Charlie Brown Jr.

Encerrando a edição, o quadro ‘Memória Altas Horas’, em comemoração aos 25 anos do programa, exibe trechos marcantes de apresentações da banda Charlie Brown Jr., incluindo imagens do vocalista Chorão, em uma homenagem repleta de saudade e energia.