Luciano Huck. Foto: Reprodução/TV Globo
Luciano Huck. Foto: Reprodução/TV Globo

Nem a mudança de data foi suficiente para salvar 'Melhores do Ano'. Realizada em 2026 fora de dezembro, numa tentativa de escapar do período de menor consumo de TV, a premiação do 'Domingão' cravou 12,9 pontos na Grande São Paulo e registrou o pior desempenho de sua história.

Os índices consolidados obtidos pela reportagem com fontes do mercado mostram que a festa dos artistas da Globo voltou a encolher depois da reação vista no ano anterior. Na comparação com a edição anterior, a queda foi de 10%, o que empurrou Luciano Huck para uma marca incômoda: as cinco edições comandadas por ele respondem, agora, pelas cinco menores médias de ibope do evento.

A erosão fica ainda mais clara quando o recorte volta a 2019, último ano em que a cerimônia teve apresentação de Faustão. Desde então, 'Melhores do Ano' perdeu cerca de três em cada 10 telespectadores, um sinal de que a premiação ainda não encontrou sob Huck a mesma força de mobilização que teve em sua fase anterior.

O histórico recente da audiência ajuda a dimensionar a curva:

Ano da edição Audiência
2025 (realizado em 2026) 12,9
2024 14,2
2023 14,0
2022 14,2
2021 13,9

O desconforto na Globo não ficou restrito ao ibope. Segundo Gabriel de Oliveira, de O Dia, piadas feitas por Paulo Vieira durante o programa tiveram repercussão negativa dentro da emissora. As brincadeiras sobre Daniel Vorcaro e o “PowerPoint” da GloboNews, de acordo com a apuração, irritaram gente graúda nos bastidores.

Ao sair da noite com recorde negativo de audiência e ruído interno provocado pelo humor do palco, a Globo vê 'Melhores do Ano' perder força em duas frentes ao mesmo tempo: como vitrine de seus artistas e como evento capaz de segurar público no 'Domingão'.