Carminha (Adriana Esteves) e (Mel Maia) em 'Avenida Brasil'. Foto: João Miguel Júnior/Globo
Carminha (Adriana Esteves) e (Mel Maia) em 'Avenida Brasil'. Foto: João Miguel Júnior/Globo

A Globo decidiu mudar o tom da aposta em “Avenida Brasil” depois de uma primeira semana aquém das expectativas no “Vale a Pena Ver de Novo”. A emissora contava com uma resposta mais rápida do público, mas viu a reprise abrir sua trajetória abaixo dos 15 pontos de audiência.

Com esse início mais fraco, a rede passou a tratar a novela como uma operação de recuperação. O plano envolve uma campanha de relançamento com apelo emocional, numa tentativa de reposicionar a trama diante dos telespectadores agora que ela passa a ocupar sozinha a faixa vespertina.

A virada de chave começa hoje [6 de abril], data em que “Avenida Brasil” assume integralmente o horário antes dividido com “Rainha da Sucata”. O encerramento da reprise anterior abre espaço para que a Globo concentre a divulgação e tente dar mais tração ao folhetim de João Emanuel Carneiro.

Internamente, a expectativa não é repetir o fenômeno de 2020, quando a novela voltou ao ar em circunstâncias muito específicas, beneficiada pelo contexto da crise da Covid-19 e pelo aumento do consumo de televisão naquele período. Ainda assim, a emissora trabalha com a perspectiva de alcançar médias mais próximas às registradas por reprises recentes de bom desempenho, como “O Rei do Gado” e “A Viagem”, que marcaram 17 pontos.

O comportamento de “Avenida Brasil” também será observado pelo efeito que pode provocar na sequência da grade. A Globo acompanha de perto os números de “A Nobreza do Amor”, exibida depois do “Vale a Pena Ver de Novo”, para medir se uma entrega melhor de audiência será suficiente para puxar a faixa seguinte para cima.

Esse monitoramento ganhou peso porque a novela das seis ainda não correspondeu ao patamar esperado. Atualmente, “A Nobreza do Amor” soma média de 16,7 pontos, índice cerca de dois pontos inferior ao de “Êta Mundo Melhor” e o mais baixo do horário desde o remake de “Elas por Elas”.

Caso a reprise vespertina reaja e o folhetim seguinte continue sem melhora consistente, a emissora admite fazer ajustes pontuais na produção das seis. Nesse cenário, “Avenida Brasil” deixa de ser apenas uma reapresentação de catálogo e passa a ter papel estratégico na tentativa de reorganizar o desempenho da grade no fim da tarde.