A reprise de Terra Nostra estreou na Edição Especial da Globo em 1º de setembro e já está sendo acompanhada de perto pela direção da emissora. Segundo dados da Grande São Paulo, a primeira semana da trama de Benedito Ruy Barbosa marcou 12,3 pontos de audiência entre os dias 1º e 6 de setembro, de acordo com o Kantar Ibope Media.

O resultado representa uma ligeira queda de 2,5% em relação ao desempenho inicial de História de Amor, que havia registrado 12,7 pontos na semana de estreia. Apesar da retração, a avaliação nos bastidores da Globo é considerada positiva: a faixa se consolidou contra a concorrência do Balanço Geral (Record), cujo quadro A Hora da Venenosa não ultrapassa os 6 pontos atualmente.

Ainda que os números iniciais sejam vistos como encorajadores, há cautela. O receio é de que Terra Nostra repita o desempenho negativo de 2004, quando se tornou uma das reprises de menor audiência da história do Vale a Pena Ver de Novo. Na época, a saga de Matteo (Thiago Lacerda) e Giuliana (Ana Paula Arósio) não conseguiu manter o público fiel ao longo da exibição.

Por essa razão, a Globo adotou uma estratégia de transição: por duas semanas, manteve História de Amor no ar junto com os primeiros capítulos de Terra Nostra, buscando reduzir riscos de rejeição imediata e preparando o público para a troca definitiva.

Ajustes na edição especial

Diferente da versão exibida originalmente em 1999, a nova edição passará por cortes significativos. A emissora optou por eliminar cenas consideradas “arrastadas” para acelerar o ritmo da narrativa e evitar o chamado período de barriga — jargão usado no meio televisivo para momentos de perda de fôlego na trama.

Na exibição original, esse desgaste foi sentido principalmente na segunda metade da novela, quando os índices caíram de médias acima de 50 pontos no início para menos de 44 pontos no desfecho. Agora, a expectativa é que a edição compactada mantenha a consistência dramática do começo ao fim.

Com cerca de 150 capítulos previstos, a reprise deve permanecer no ar até o primeiro trimestre de 2026, reforçando a aposta da Globo na valorização de clássicos do catálogo em horários estratégicos para manter a liderança de audiência.