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Aguinaldo Silva nega ter inspirado em político para criar personagem de "Duas Caras"

por jeferson, em 08/10/2007

Aguinaldo Silva nega ter inspirado em político para criar personagem de "Duas Caras"

O autor Aguinaldo Silva fez questão de esclarecer em seu blog na internet que, contrariando boatos, Duas Caras não está contando a história do ex-ministro José Dirceu:

“Adalberto Rangel não é José Dirceu, assim como Maria Paula não é a ex- esposa dele. Um ficcionista sempre se inspira em fatos reais que ele viveu, ou dos quais ouviu falar; e este das plásticas feitas pelo ex-líder estudantil e ex-ministro forte do primeiro governo Lula pra mudar de rosto e identidade é notório”, diz Aguinaldo.

O novelista ainda fala de uma carta ‘emocionada’ que a ex-esposa de José Dirceu enviou a um jornal, mas endereçada a ele:

“(...) Ela comete um pecado habitual dos telespectadores, que é confundir o que acontece na novela com a verdade. Eu não estou falando do ex- marido dela, e sim de um personagem que criei e cuja vida é de minhas inteiras imaginação e responsabilidade”.

Aguinaldo fala ainda que para a personagem Maria Paula, vivida por Marjorie Stiano, ele pensou em dezenas de mulheres que conheceu, que sofreram sérios revezes logo cedo na vida, e que, em vez de se lamentar e chorar, foram à luta e deram a volta por cima.

“Maria Paula era uma princesinha criada pelos pais ricos numa redoma de cristal. Mas quando a redoma quebrou, ela descobriu que era uma pessoa comum, e que tinha que batalhar pela vida como todos fazem. Essa trajetória da personagem é que me levou a escrever a novela: eu tenho uma heroína que na verdade é uma mulher guerreira.

Como é hábito meu, fiz muita pesquisa sim, pra dar verdade à personagem. Conversei com as caixas e empacotadoras do supermercado que freqüento todos os dias, o Pão de Açúcar (antigo Freeway) da Avenida das Américas, e elas podem testemunhar isso. Lá ouvi histórias de dificuldades e lutas que, devidamente adaptadas, vou usar na novela, na fase que começa esta semana, quando Maria Paula vai pra São Paulo e lá começa a trabalhar de empacotadora num supermercado”, conta o autor.



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